Não importa o quanto você queira, nem o quanto você se esforce. Não adianta escolher sua melhor roupa ou o melhor sapato. O acaso tem presentes que não se podem prever.

É provável que o amor da sua vida apareça numa sexta-feira fria, te encontre com olheiras de uma semana intensa, te esbarre numa festa estranha. É bem provável que te cruze com a barba por fazer e o cabelo despenteado, despreparado.

Me disseram que o amor vem sem avisar, nem faz questão de resplandecer sua euforia. Qualquer probabilidade para o amor é discreta, precisa ser descoberta, conquistada. Não importa seu conhecimento em gramática, não se leva em consideração o quanto você viajou pelo mundo ou se você crê ou não em vida fora da terra.

O acaso não faz distinção de credo, cor ou se prefere catupiry ou cheddar na borda. Dia destes li na porta de um banheiro por aí: __Vinte segundos de coragem podem mudar sua vida inteira. É aí que o acaso mora, no hiato entre a coragem e a insanidade.

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Amar é pra gente altruísta, é pra quem não tem medo do inusitado. Amar é pra quem tem coragem de pegar uma rua diferente todos os dias. É pra quem não tem medo da altura, da distância. É pra quem tem medo do tempo passar e não ter vivido tudo aquilo que quis. Amar é pra quem se joga no escuro.

Não dá pra esperar estar preparado, a verdadeira essência do acaso é te pegar de calças na mão, sem jeito, sem planos e com sorte te bagunçar a vida inteira.

Quando o acaso sorrir, não adianta se esconder menina. Não adianta ter medo de parecer piegas. Quantas vezes você já pode ter deixado o grande amor da sua vida escapar por que te faltou coragem?

Há algo mágico escondido nestes encontros. Quando dois sorrisos se cruzam algo extraordinário acontece. Foi por ver o amor partir tantas vezes que aprendi uma lição: Quando o acaso sorrir, é melhor sorrir de volta.

@giovanegalvan

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Giovane Galvan
Giovane Galvan é jornalista, designer, produtor e redator, escreve por paixão. Suas observações cotidianas são dramáticas e carregadas de poesia. Acredita que bons escritos assim como a boa comida, servem de abraço, de viagem pelo tempo e de acalento em qualquer circunstância.