O grupo indígena Tupinambá de Olivença conseguiu interromper os planos de construção de um luxuoso complexo hoteleiro com mais de 500 quartos.

A construção havia sido originalmente promovida por um grupo hoteleiro português, interessado no litoral da Bahia, exatamente nas terras em que a tribo mencionada mantém suas aldeias e alimentos.

As terras identificadas sob o domínio da comunidade de Tupinambá incluem a presença de praias incríveis alinhadas com coqueiros. Sem dúvida, podemos afirmar que é um local excepcional para a construção de um resort. Ainda assim, nunca seria justificável retirar essas pessoas de sua casa, sem mencionar que a única coisa que elas procuram é proteger sua área verde.

O grupo hoteleiro negou categoricamente que havia presença de povos aborígines nas terras escolhidas para construção. Felizmente, a existência de um documento publicado em outubro deste ano (2019) provou o contrário. Graças a este documento, a imprensa e a antropóloga e especialista em Tupinambá, Susana Viegas, conseguiram cancelar os planos de construção.

A tribo ainda está esperando o Ministério da Justiça finalmente aprovar a disposição que determina que eles não podem ser deslocados dessas terras. Ao mesmo tempo, eles esperam o governo Federal designar suas terras como reservas. Algo que até agora não aconteceu e enche a comunidade de incertezas desde que o atual governo se manifestou contra a designação de mais territórios para grupos indígenas.

Texto originalmente publicado no Nation, livremente traduzido e adaptado pela equipe da Revista Saber Viver Mais

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