A Comissão de Meio Ambiente (CMA) aprovou na última terça-feira (17) um  projeto importante para o meio ambiente, a (PLS 92/2018) que prevê a retirada gradual do plástico da composição de pratos, copos, bandejas e talheres descartáveis.

Pelo texto, no prazo de dez anos, o plástico deverá ser substituído por materiais biodegradáveis em itens destinados ao acondicionamento de alimentos prontos para o consumo.

Isso acontecerá progressivamente, sendo que, assim que aprovada a lei, 20% do plástico deverá ser retirado em até 2 anos, a exigência aumentará para 50% em 4 anos, 80% em 8, e, finalmente, ele será totalmente substituído em uma década.

A autora do projeto, Rose de Freitas (PMDB-ES), afirma que a grande preocupação é o destino final do plástico descartado, que costuma ir para rios, mares e oceanos, comprometendo a vida marinha. Estudos estimam que, até 2050 existirá mais plástico nos oceanos do que peixes, daí a importância de iniciativas como esta, que nos ensinam que, existem diversas alternativas mais sustentáveis do que o plástico.

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Rose acrescenta que mesmo amostras de água tratada, em diversos países do mundo, demonstram a contaminação por microplásticos. “Isto significa que os sistemas convencionais não são eficazes em retirar resíduos de plástico e que, portanto, estamos ingerindo plástico diariamente, sem saber as consequências disto para a saúde humana”.

O relator da proposta, senador José Medeiros (Pode-MT), ainda deixou claro uma outra questão a ser levada em conta, que são os danos causados pela extração do petróleo: “Os impactos das refinarias vão desde as consequências dos estudos sísmicos na exploração, até o consumo de grandes quantidade de água e energia, liberação de diversos gases nocivos na atmosfera e até grandes vazamentos de petróleo”.

O plástico demora centenas de anos para se decompor na natureza. Uma garrafinha de água pode levar até 400 anos, o impacto disso na natureza é enorme, por isso, a importância de leis que incentivem as pessoas a transformarem seu modo de consumo e que estabeleçam como esta prática será implementada de acordo com cada país.

O plástico descartável também já foi proibido Inglaterra,na Costa Rica  e na França.

* Nota: As informações e sugestões contidas neste artigo têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

Informações:Ciclo Vivo

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