Este Natal de 2020 para muitos será diferente. Tem gente que já tem a ideia de ter que passar a noite separada de alguns parentes, outros de uma forma mais austera pelos problemas econômicos que a pandemia pode ter lhes causado, mas tem outros que lutam dia a dia para sobreviver, e datas como o Natal estão longe de tentar ser épocas dominadas pelo consumo, no entanto, isso não significa que seja melhor.

Emanuelly é uma menina de 9 anos que mora no setor de Anápolis, Goiás. Sua realidade é diferente de muitas crianças em seu país, pois sua família não vive nem perto de ter uma situação econômica estável. Sua mãe é cabeleireira e está desempregada há 3 anos. Algumas semanas atrás, a menina escreveu ao Papai Noel pedindo comida.

Eles mal vivem o dia-a-dia, o irmão não tem creche e a comida é racionada da melhor maneira possível, pois subsistem de doações, que nem sempre são suficientes.
De maneira muito inocente, a menina resolveu escrever uma carta ao Papai Noel agora que o Natal se aproxima, mas isso seria particular, pois ela não pediria roupas ou brinquedos, mas comida, leite, pão e chá para o irmãozinho e sua família eles não têm nada para comer.


Carta de Emanuelly – R7

“Olá, Papai Noel, queria muito que você me desse uma caixa de leite para o meu irmão mais novo e toddy (leite) para colocar na mamadeira. Queria muito que você desse muito pão e tomasse café, porque tem dia que a gente não toma café porque não tem nada ”.– trecho da carta ao Papai Noel –


Emanuelly – R7

A mãe resolveu pegar o gesto nobre da filha e enviar a carta para as redes , que surpreendentemente começaram a se tornar viral e muitas pessoas começaram a pedir detalhes para levar comida para a casa da pequena Emanuelly.


Doações – R7

Chegaram frutas, pão, leite, verduras e bebidas . A vida começou a sorrir para eles porque não precisavam mais pensar se comeriam ou não no dia seguinte. Além disso, algumas pessoas começaram a depositar dinheiro na conta da mãe para emergências de crianças. Tanto a menina quanto a família se sentiram abençoadas com a ajuda que sem dúvida já começou a mudar suas vidas.

Texto originalmente publicado no UPSOCL, livremente traduzido e adaptado pela equipe da Revista Bem Mais Mulher

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