1. Tipo de radiação que eles emitem é não-ionizante

AirPods e fones Bluetooth emitem radiação de radiofrequência (RF) não-ionizante, similar à de Wi-Fi e celulares.
Esse tipo de radiação não tem energia suficiente para quebrar DNA ou danificar células diretamente, o que é a principal forma pela qual o câncer e muitos danos biológicos acontecem.

Isso significa que a radiação não “cozinha” o cérebro nem gera calor significativo no tecido.

2. Principais instituições de saúde dizem que não existe ligação comprovada com efeitos cerebrais adversos

Autoridades como a Organização Mundial da Saúde (OMS), National Cancer Institute (EUA) e órgãos reguladores como a FCC estabeleceram limites de exposição que aparelhos Bluetooth cumprem com folga. Eles não encontraram evidências consistentes de que esse nível de radiação cause efeitos negativos no cérebro, câncer ou outras doenças neurológicas.

Estudos epidemiológicos com celulares (que emitem muito mais radiação que fones Bluetooth) também não mostraram aumento de câncer no cérebro em usuários.

3. Classificação “possivelmente carcinogênico” não prova que causa dano

Em 2011, a IARC (braço da OMS) classificou a radiação de radiofrequência como “possivelmente carcinogênica” (grupo 2B) — mas essa classificação é precau­cional, baseada em evidências limitadas e não significa que causa câncer.

E isso se refere principalmente a celulares usados por décadas, não a fones Bluetooth de baixa potência.

4. Dispositivos Bluetooth emitem níveis muito menores que celulares

Telefone celular: até dezenas ou centenas de mil-watts

Fones Bluetooth (como AirPods): geralmente entre 1 a 3 mW, muito abaixo dos limites de segurança.

Portanto, a exposição ao RF em fones é muito inferior à de outros aparelhos que já usamos o tempo todo.

5. O que não há evidência científica sólida

Nenhum estudo confiável mostrou que AirPods ou Bluetooth causem:

Alzheimer
Demência
Distúrbios cerebrais
Tumores cerebrais
Danos neurológicos por radiação emitida pelos próprios fones

6. O que pode fazer mal (e é real)

👉 A ciência reconhece um risco comprovado:
Volume alto por longos períodos pode danificar a audição. Ouvir música muito alta em fones por horas pode causar perda auditiva ou zumbido — isso sim é real e documentado.

Isso não é um efeito cerebral causado pela radiação: é dano do sistema auditivo pela intensidade do som.

7. Em resumo — o que a ciência diz

Não há evidência científica confiável de que AirPods ou fones Bluetooth causem distúrbios cerebrais ou danos ao cérebro pela radiação.
Eles emitem radiação não-ionizante de baixa potência, considerada segura pelos principais órgãos de saúde.
A classificação “possivelmente carcinogênico” se baseia em evidências limitadas e não prova causa-efeito.
Narrativas que dizem que AirPods “aterrorizam” o cérebro ou causam doenças neurológicas são boatos sem suporte científico.