Estudo aponta dois países com mais chances de resistir a uma guerra nuclear global

Pesquisas recentes indicam que, em um cenário extremo de Terceira Guerra Mundial com uso de armas nucleares, poucos lugares do planeta teriam condições de manter a sobrevivência da população no longo prazo. O motivo seria o chamado Inverno Nuclear, fenômeno em que grandes quantidades de fumaça e poeira lançadas na atmosfera após explosões nucleares bloqueiam parte da luz solar e provocam queda drástica nas temperaturas e na produção de alimentos.

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Otago analisou quais países teriam melhores condições de manter sistemas alimentares e infraestrutura básicos nesse cenário.

De acordo com os cientistas, dois países se destacam como os mais preparados para enfrentar uma crise global desse tipo:

1. Nova Zelândia
O país possui forte produção agrícola, baixa densidade populacional e grande capacidade de gerar alimentos suficientes para sua população. Além disso, sua localização geográfica isolada reduziria o risco de ataques diretos.

2. Austrália
Com vasto território e grande produção agropecuária, o país também teria melhores condições de manter cadeias de produção de alimentos mesmo com impactos climáticos severos.

Segundo os pesquisadores, o isolamento geográfico de ambos os países no hemisfério sul, aliado à capacidade de produção agrícola e recursos naturais, poderia ajudar essas nações a enfrentar melhor os efeitos globais de uma guerra nuclear.

Ainda assim, os especialistas ressaltam que um conflito desse tipo teria consequências devastadoras para todo o planeta, afetando clima, economia e sistemas de produção em escala global.

Embora alguns países possam ter mais chances de adaptação, os cientistas destacam que nenhum lugar estaria totalmente imune aos impactos de uma guerra nuclear.