Por: Revista Saber Viver Mais

Em várias partes do mundo existe uma corrida para se descobrir uma vacina que seja eficaz contra a Covid-19, são mais de 133 estudos de vacinas em andamento.

Duas vacinas estão sendo produzidas no exterior em parceria com órgãos brasileiros, como parte da corrida global para se encontrar uma maneira de conter a pandemia.

Essas duas iniciativas já estão na última fase de análise clínica e já anunciaram que vão utilizar voluntários do Brasil, país que o hoje tem o segundo maior número de casos de covid-19 confirmados, são 800 mil contaminados e mais de 40 mil óbitos.

Iniciativa britânica

A primeira iniciativa vem da universidade britânica de Oxford, os testes estão previstos para iniciar ainda neste mês, e de início, ele envolve mil voluntários do Rio de Janeiro e outros mil de São Paulo. Os participantes terão a idade entre 18 a 55 anos e trabalham no setor de saúde. As seleção está sendo feita pala Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) em São Paulo e pela Rede D’Or São Luiz e Instituto D’Or (Idor) no Rio de Janeiro.

A vacina conhecida como ChAdOx1 nCoV-19 é um dos mais avançados experimentos científicos contra o coronavírus no mundo hoje. Feita a partir do ChAdOx1, que é uma versão mais branda de um vírus que causa gripe em chipanzés, com modificações genéticas que impedem que ela se espalhe entre humanos. Material genético foi acrescentado ao vírus ChAdOx1 com a presença de uma proteína chamada glicoproteína de pico.

A proteína existente na superfície do coronavírus, desempenha um papel de suma importância no processo de contaminação, pois ela se liga a receptores que estão presentes nas células humanas, para invadi-las e causar a infecção.

A vacina de Oxford tem como o objetivo fazer com que o proprio sistema imunológico do corpo humano reconheça a glicoproteína de pico e crie uma defesa contra ela.

Empresa chinesa

A segunda iniciativa foi anunciada pelo goverdo do Estado de São Paulo nesta quinta-feira, feita em parceria com a empresa chinesa Sinovac e o Instituto Butantan, que é ligado à secretaria estadual de Saúde de São Paulo.

A vacina da Sinovac Biotech, conseguiu criar uma vacina que impediu o contágio de de macaco-rhesus com covid-19. Oito animais receberam duas doses da vacina CoronaVac. Três semanas eles foram expostos ao coronavírus e nenhum deles pegou covid-19.

A empresa criou anticorpos específicos que agem para neutralizar o coronavírus, que segundo a foram bem-sucedidos em neutralizar dez cepas do coronavírus.

Um estudo foi publicado com revisão por pares na revista científica Science no dia 6 de maio. O estudo com macacos mostrou que os animais que receberam doses maiores da vacina tiveram melhor resposta contra vírus.

Brasil prioridade nas vacinas

Pesquisadores afirmam que o Brasil é prioridade na última fase de estudos “por causa da sua curva ascendente de covid-19”. Além dos 2 mil brasileiros, também participam do estudo 10 mil britânicos e 30 mil americanos.

Com informações: BBC

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