Já são mais de 100 empresas do setor da indústria de máquinas e equipamentos, que decidiram colocar suas linhas de produção à disposição do governo federal para produzir respiradores mecânicos para atender as redes hospitalares no tratamento dos infectados pelo coronavírus.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso Dias Cardoso, afirma que não haverá nenhum tipo de custo para o governo e os valores que o setor despenderá para produzir os respiradores não serão divulgados porque será uma doação da indústria.

“Não temos esse número. Muitos vão doar. Muitos custos não existirão ou não serão conhecidos”, disse, acrescentando que o esforço do setor para oferecer os equipamentos de saúde ao governo conta com empresas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas, Bahia e Distrito Federal.

Linha de produção

Quatro pessoas da Abimaq e duas do Ministério da Economia, iniciaram o dia a dia do projeto, segundo Velloso. A iniciativa das empresas de desenvolver uma linha de respiradores com capacidade de atender dois pacientes de uma vez, nasceu mediante uma reunião da Abimaq com o secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (Sepec), Carlos Alexandre Da Costa, e mais cinco membros do gabinete de crise do governo federal.

Demanda 

O secretário sinalizou que serão necessários pelo menos 2 mil respiradores por semana para atender a demanda no pico de infectados, em abril. Quando perguntado se o setor conseguiria atendes à demanda, Velloso, disse que as indústrias parceiras estão trabalhando para isso.

“Olha, corro risco de afirmar. Mas estamos trabalhando para isso. Estamos trabalhando para, rapidamente, transformar empresas de máquinas, componentes, equipamentos e outros em fabricantes de respiradores mecânicos. Para quem puder ou quiser colaborar, criamos um grupo que está tratando disto. Temos pouco tempo”, disse.

Com informações: R7

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