Um casal de turistas encontrou uma embalagem de salgadinho, que exibia uma data de validade de 2001, enquanto faziam uma trilha em Cananéia, no litoral de São Paulo.

Estava há uns cinco metros do mar. De início, eu achei incrível, já que adorava esse salgadinho exatamente nessa época, quando eu era criança, mas então me lembrei que isso já faz quase duas décadas e, infelizmente, aquele objeto não tinha se decomposto”, conta.

De acordo com o jovem, ele resolveu postar o ocorrido nas redes sociais como forma de conscientização e informação aos amigos, já que muitos colegas são especialistas ambientais. A postagem teve grande repercussão, rendendo milhares de compartilhamentos em poucas horas.

“Atrás tinha a data de validade, que estava um pouco apagada. Só conseguia ver o dia, o mês, e um pouco da parte inferior da embalagem, o que me fez pensar se era de 2001 ou 2007, porém uma rápida busca na internet me mostrou que aquela embalagem era comum em 2000, e em 2007 já havia mudado o design”, relata.

Na postagem, ele destacou que a embalagem deveria estar há praticamente 20 anos no mar. “Por algum motivo – negligência ou esquecimento – a embalagem que fora usada em seu consumo final por menos de dez minutos foi deixada na praia, então engolida pela maré alta e esquecida como uma ruína da civilização ocidental, ruína essa que demorará décadas para degradar (sic)”, escreveu.

Para ele, o ocorrido demonstra a importância da conscientização com relação a preservação ambiental e ao descarte adequado do lixo. “Minha namorada tem um projeto incrível sobre produção de bioplástico, o que nos fez ver mais ainda como precisamos de alternativas sustentáveis”, destaca.

Meio Ambiente

Segundo Cristiane Sampaio, professora de Química da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), o plástico leva de 100 a 400 anos para se decompor.

A PepsiCo, fabricante do salgadinho, disse que reconhece o seu importante papel na promoção de um ciclo sustentável na produção, uso e descarte do plástico, e tem trabalhado para tornar a sustentabilidade desse material uma realidade. A empresa tem o compromisso público de tornar 100% de suas embalagens recicláveis, compostáveis ou biodegradáveis até 2025. Esse percentual está em 89% atualmente.

Fonte: G1

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