No extremo norte do Brasil, longe dos grandes centros e fora do radar de muita gente, existe uma cidade que se tornou símbolo da maior crise migratória da América do Sul. Todos os dias, famílias inteiras chegam a pé, com mochilas, crianças no colo e uma história em comum: fugir do colapso na Venezuela e recomeçar do zero.
Essa cidade existe — e o impacto é visível em cada rua.
A porta de entrada do desespero e da esperança
Localizada na fronteira com a Venezuela, Pacaraima deixou de ser apenas um pequeno município para se tornar o principal corredor humanitário do Brasil.
Antes tranquila, a cidade passou a receber milhares de venezuelanos todos os meses, muitos cruzando a fronteira a pé, após dias de caminhada, fome e incerteza. O que encontram do outro lado é um misto de alívio, choque cultural e uma longa espera por ajuda.
Praças viraram pontos de descanso. Filas se formam logo ao amanhecer. O som do espanhol passou a fazer parte do cotidiano.
Quando a capital virou abrigo
A cerca de 200 km dali está Boa Vista, capital de Roraima — e hoje o epicentro do acolhimento.
A cidade precisou se reinventar rapidamente para absorver uma população que cresceu de forma abrupta. Abrigos surgiram, escolas passaram a receber crianças que mal falam português e o sistema de saúde passou a atender uma demanda nunca vista.
Boa Vista virou, na prática, uma cidade binacional, onde culturas se misturam e desafios se multiplicam.
A operação que tenta evitar o colapso
Para lidar com a situação, o governo brasileiro criou a Operação Acolhida, com apoio de agências internacionais como o ACNUR.
A missão é gigantesca:
Registrar os migrantes
Oferecer abrigo, alimentação e vacinas
Interiorizar famílias para outros estados do Brasil
Mesmo assim, a estrutura luta para acompanhar o fluxo constante de pessoas que fogem da crise humanitária na Venezuela.
Tensão, solidariedade e convivência
O impacto não é só humanitário — é social.
Moradores relatam pressão sobre empregos, saúde e moradia. Ao mesmo tempo, histórias de solidariedade se multiplicam: brasileiros dividem comida, oferecem trabalho e ajudam crianças venezuelanas a se adaptarem à escola.
É uma convivência marcada por desafios, mas também por empatia.
Uma crise que não aparece só nos números
Por trás das estatísticas estão histórias reais: professores, engenheiros, comerciantes e agricultores que perderam tudo e agora tentam reconstruir a vida do outro lado da fronteira.
Pacaraima e Boa Vista se tornaram o retrato vivo de uma pergunta incômoda:
como acolher milhares de pessoas sem deixar ninguém para trás?
Conclusão
Essa cidade brasileira não escolheu ser o palco da crise venezuelana — mas acabou se tornando um dos maiores exemplos de resistência humana da região.
Entre dificuldades, improvisos e gestos de solidariedade, ela mostra que migração não é apenas um tema político.
É, acima de tudo, uma história de sobrevivência, fronteiras e esperança.
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