Nosso planeta parece “chover no molhado”. Ano após ano e até mês a mês, um evento semelhante é relatado, relacionado ao aquecimento global. Infelizmente, isso é culpa do ser humano, porque, embora o derretimento dos pólos tenha algo de “esperado”, nós nos esforçamos para dar um grande empurrão.

Durante esses dias, a Antártica acordou coberta de neve vermelha, devido às mudanças climáticas. O continente branco “sangra” por nossa causa.

Digno de um filme, uma maneira de esfregar o sofrimento da Terra, é um sangramento metafórico que machuca nossa alma.

Há algumas semanas, a Antártica já era notícia por registrar a temperatura mais alta de sua história, na base argentina Esperanza. Se isso era preocupante, o que aconteceu hoje é simplesmente louco.

Durante várias semanas, a Estação Acadêmica Vernadsky da Antártida da Ucrânia foi cercada por … neve framboesa!

De onde é e por que é uma cor? As algas microscópicas dão uma cor interessante à neve. Nossos cientistas os identificaram ao microscópio como Chlamydomonas nivalis.

As algas são propagadas por esporos que não temem temperaturas extremas e persistem na neve durante o longo inverno. Quando o clima se torna favorável (e agora na Antártica, é verão), eles começam a brotar.

Ele escreveu a conta no Facebook do ministério ucraniano


Facebook Ministério da Educação e Ciência da Ucrânia (Andriy Zotov)

Apesar de parecer sangue de verdade, é essa alga marinha que “floresce” com as temperaturas mais altas, que por sua vez absorve a luz do sol e acelera o derretimento do gelo. Essa é uma das razões pelas quais é tão “perigoso”.

Esta alga marinha é encontrada neste tipo de montanhas com neve e gelo, ou seja, em terreno muito frio.


Facebook Ministério da Educação e Ciência da Ucrânia (Andriy Zotov)

No início de fevereiro, o termômetro marcava cerca de 20ºC de temperatura, o que gerou muitas preocupações.

Agora, esse “sangue” apareceu que mancha o território antártico ucraniano, que infelizmente tem um efeito prejudicial no gelo, acelerando o derretimento.

Texto originalmente publicado no UPSCOL, livremente traduzido e adaptado pela equipe da Revista Saber Viver Mais

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