Vendidos para aumentar o vigor e a disposição, os energéticos fazem sucesso entre jovens, mas andam com a popularidade em baixa entre autoridades de saúde dos Estados Unidos.

Um estudo da Universidade de Waterloo, no Canadá, teve 2 055 jovens entrevistados pelos pesquisadores e 55,4% relataram ter experimentado alguma reação adversa após consumir um energético, 24,7% reportaram batimentos cardíacos acelerados e descompensados – quadro conhecido como arritmia.

Por terem uma dose muito grande de cafeína, os energéticos, em excesso, podem causar problemas no coração. A substância acelera o órgão, causando uma sobrecarga de trabalho. Fígado e sistema nervoso central são outros que sofrem quando há consumo exagerado.

Vale lembrar que, em 2016, cientistas da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, viram que apenas uma latinha de energético já foi capaz de alterar a pressão arterial de 25 jovens saudáveis, elevando, assim, seu risco cardíaco. E, principalmente em pessoas com histórico de doença cardíaca, essa mudança no ritmo pode ser bastante prejudicial.

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Muitas vezes o produto é misturado a bebidas alcoólicas e essa combinação contribui ainda mais para problemas cardíacos. E como nem todo mundo sabe se é ou não mais propenso a piripaques no coração, melhor não arriscar.

No Brasil, segundo o médico, também é comum jovens precisarem de atendimento de urgência devido ao abuso de energéticos. “O álcool, assim como a cafeína, irrita o coração. Misturados, o risco é duplo”, diz o cardiologista Rogerio Sarmento Leite, diretor científico da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista.

Embora não viciem, energéticos dão falsa sensação de força e poder, o que faz com que as pessoas tenham tendência maior a assumir comportamentos de risco, como usar drogas e dirigir embriagado.

* Nota: As informações e sugestões contidas neste artigo têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

Informações: Minha Vida

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