Queda de açúcar no sangue (hipoglicemia)

Quando ficamos muitas horas sem comer, o nível de glicose no sangue cai.
O cérebro depende quase exclusivamente da glicose para funcionar. Quando ela falta:

Os neurônios ficam “sem combustível”;
Os vasos sanguíneos do cérebro podem se dilatar;
Surge a dor de cabeça, muitas vezes acompanhada de tontura e fraqueza.

Liberação de hormônios do estresse

A fome ativa mecanismos de sobrevivência. O corpo passa a liberar:

adrenalina
cortisol

Esses hormônios ajudam a manter a energia, mas também:

Aumentam a tensão muscular;
Alteram a pressão dos vasos sanguíneos;
Facilitam o aparecimento da dor, especialmente na região da testa e das têmporas.

Sensibilidade do sistema nervoso

Algumas pessoas têm o sistema nervoso mais sensível a mudanças metabólicas.
Por isso, ao ficar sem comer, o cérebro reage de forma mais intensa, resultando em:

Dor pulsante;
Sensação de peso na cabeça;
Irritabilidade e dificuldade de concentração.

Abstinência de cafeína

Se você costuma consumir café, chá ou refrigerantes com cafeína, pular refeições pode provocar:

Dor de cabeça por abstinência;
Sensação de pressão na cabeça;
Sonolência intensa.

Isso acontece porque a cafeína contrai os vasos sanguíneos — e sua ausência causa dilatação súbita.

Desidratação associada

Muitas vezes, fome e falta de água andam juntas. A desidratação reduz o volume de sangue e o fluxo cerebral, o que também contribui para a dor.

Quando a dor merece atenção?

Procure um profissional de saúde se:

A dor de cabeça por fome for muito frequente;
Vier acompanhada de tremores, confusão mental ou suor frio;
Não melhorar mesmo após comer;
Ocorrer junto com enxaquecas intensas.

Como evitar dor de cabeça por fome

Não pule refeições.
Prefira alimentos com proteínas e fibras, que mantêm a glicose estável.
Evite longos períodos em jejum sem orientação.
Hidrate-se ao longo do dia.
Reduza picos de açúcar e cafeína.