Durante o processo de gestação, é preciso ter muito cuidado com o que ingerimos. Certos medicamentos, assim como as bebidas alcoólicas e alguns alimentos, podem ser perigosos para a saúde do feto.

Até pouco tempo atrás, considerava-se que tomar paracetamol na gravidez não apresentava nenhum risco, mas estudos recentes podem contestar esse fato.

Foi feito um estudo com cerca de sete mil famílias que responderam questionários sobre o uso do paracetamol durante e depois da gravidez.

Os filhos dos pais que responderam à pesquisa também foram analisados até os 5 anos de idade pela Avon Longitudinal Study of Parents and Children (ALSPAC), instituição que realiza estudos sobre pais e crianças.

Pouco mais da metade das grávidas disse que tomou o remédio pelo menos uma vez na 18ª semana, quinto mês de gestação. Enquanto 42% delas afirmou ter ingerido o paracetamol na 32ª semana, lá pelo oitavo mês.

O estudo, publicado na última semana no jornal científico JAMA Pediatrics, indicou que o uso do paracetamol na 18ª e na 32ª semana aumentou 42% o risco de problemas de comportamento na infância. Já as chances de sintomas de hiperatividade aumentaram 31%, em comparação com grávidas que não usaram o remédio.

A suposição é que o paracetamol afete o desenvolvimento cerebral do bebê. Essa hipótese também foi levantada com base em testes em animais. Mas não é para se assustar.

Os próprios autores do estudo afirmaram precisar de mais análises para uma confirmação mais segura.  A recomendação que não muda é sempre consultar o obstetra antes de se medicar.

* Nota: As informações e sugestões contidas neste artigo têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

Informações:Pais e Filhos

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