Será que felicidade se ensina?

Para a Universidade de Brasília (UnB), a resposta é sim. A Universidade é a primeira do país a criar uma disciplina acadêmica que estuda um tema tão efêmero e particular.

Serão 240 vagas ofertadas a partir de agosto para turma de felicidade. O professor Wander Pereira, 50, titular da disciplina leciona gamificação no curso de engenharia de software no campus Gama.

Ele explica que os alunos serão desafiados a descobrir como é possível ser feliz no momento da vida em que estão.

“A intenção é apresentar estratégias para ajudá-los a lidar com fatores adversos do dia a dia”. “Estamos diante de uma geração que não sabe diferenciar os problemas em cada uma das áreas da vida. Se ele vai mal nos estudos, tudo está ruim”, afirma.

A nova disciplina está amparada nas experiências colhidas pelas universidades americanas Harvard e Yale, pioneiras no ensino da felicidade. Por aqui, ela vai mergulhar na psicologia para esmiuçar áreas como autoconhecimento, afeto, solidariedade e respeito às diferenças.

A disciplina não terá prova ao final das aulas. Os alunos terão que criar um produto que gere felicidade entre os colegas. “Pode ser um site, uma peça de teatro, um aplicativo de serviço, uma ideia de lazer. Qualquer coisa que torne todos mais felizes”, explica.

Wander diz que o objetivo das aulas não é dar uma “receita de bolo da felicidade”, mas apontar caminhos para se chegar lá. Para ele, é feliz quem “é capaz de alcançar aquilo que deseja sem depender de coisas materiais”.

“Eu só não quero é ficar marcado como o ‘professor da felicidade’, porque no dia em que eu estiver triste eles vão me cobrar”, ri.

Informações:Uol

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