Por: Alexandre Cardoso

“E a gente vai ser feliz
Olha nós outra vez no ar
O show tem que continuar”

Morreu ontem Beth Carvalho, aos 72 anos, no Rio de Janeiro vítima de septicemia (infecção generalizada).

Uma voz do samba da melhor qualidade, como ela sempre fez questão de ressaltar e como cravou no título do samba de Arlindo Cruz e Almir Guineto (1946 – 2017) que lançou em 1985, Da melhor qualidade.

Beth Carvalho, nascida em 5 de agosto de 1946, começou a carreira musical aos oito anos de idade após ganhar da mãe um violão, teve como influências Sílvio CaldasElizeth Cardoso e Aracy de Almeida,  amigos de seu pai que era advogado.

Família musical

Beth Carvalho veio de uma família musical, sua avó Ressú, tocava bandolim e violão, a mãe tocava piano e sua irmã Vania cantava e gravou vários discos de samba.

Assídua frequentadora de ensaio de escolas de samba, começou assim a nascer a cantora Beth Carvalho, mas ela não começou no Samba, no começo de sua carreira sua grande inspiração foi a Bossa Nova, ritmo que Beth cantou e escreveu várias músicas.

No início de 1968 participou no movimento Música nossa, que foi fundado pelo jornalista Armando Henrique, e pelo hoje, maestro Hugo Bellard. Os espetáculos eram realizados no Teatro Santa Rosa, em Ipanema, onde teve a oportunidade de gravar uma das suas canções “O Som e o Tempo”, no long play do Música nossa.

Beth Carvalho teve uma única filha Luana Leal de Carvalho Barbosa, que assim como a mãe também é cantora.

Homenagem

Vários artistas fizeram homenagens a Beth Carvalho:

Homenagem da Estação Primeira de Mangueira

A Escola de samba Mangueira prestou uma linda homenagem a Beth Carvalho logo após o anúncio da morte da cantora, que há 50 anos desfilava pela escola carioca.

A Revista Saber Viver Mais, presta uma pequena homenagem a essa que foi a Voz referencial do samba, com essa musica brilhantemente interpretada por ela:

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