Anvisa aprova novo medicamento para Alzheimer: Leqembi é autorizado no Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a autorizaçao de um novo medicamento para a doença de Alzheimer, chamado Leqembi (lecanemab), desenvolvido para retardar a progressão da doença em seus estágios iniciais. A decisão marca um passo importante no tratamento da condição, que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e não tem cura.
O anúncio foi feito pela Anvisa após avaliação detalhada de dados clínicos que mostraram que o medicamento pode trazer benefícios significativos na redução do declínio cognitivo em pacientes com Alzheimer leve ou em fase inicial.
O que é o Leqembi
O Leqembi (nome comercial) é um anticorpo monoclonal que atua diretamente sobre depósitos de beta-amiloide no cérebro, uma das marcas características da doença de Alzheimer. Ele foi desenvolvido com o objetivo de reduzir a progressão desses depósitos, que se acumulam ao longo do tempo e estão associados à perda de funções cognitivas.
Estudos clínicos demonstraram que pacientes que utilizaram o Leqembi tiveram redução mais lenta no avanço dos sintomas, o que pode significar uma maior manutenção da independência nas atividades diárias por um período maior.
Dados dos estudos
Pesquisas internacionais, incluindo ensaios clínicos de fase avançada, mostraram que:
Pacientes com Alzheimer leve tiveram retardo na progressão dos sintomas cognitivos quando tratados com Leqembi em comparação com placebo;
A redução do declínio cognitivo foi estatisticamente significativa;
Os efeitos foram observados principalmente em estágios iniciais da doença.
Esses resultados ajudaram a Anvisa a concluir que os benefícios potenciais do medicamento superam os riscos, desde que utilizado de forma adequada e com acompanhamento médico especializado.
Efeitos colaterais e segurança
Como outros medicamentos dessa classe, o Leqembi pode apresentar efeitos colaterais, incluindo:
Inflamação cerebral (ARIA-E) em alguns pacientes;
Cefaleia, mal-estar e outros sintomas leves;
Reações relacionadas ao sistema imunológico.
Por isso, a Anvisa recomenda que o medicamento seja prescrito por médicos com experiência em doenças neurodegenerativas e que os pacientes sejam acompanhados de perto durante o tratamento.
Indicação para uso
O Leqembi é indicado para pacientes com doença de Alzheimer em estágio leve ou diagnóstico precoce, preferencialmente com confirmação biomédica da presença de placas de amiloide no cérebro, por exames específicos. A agência ressalta que a terapia é adjuvante, ou seja, deve ser combinada com acompanhamento clínico abrangente.
O que muda para pacientes no Brasil
Com a aprovação pela Anvisa:
O Leqembi pode ser prescrito legalmente no Brasil;
Pacientes e familiares podem discutir a opção com seus médicos;
Planos de saúde podem ser solicitados a cobrir o tratamento conforme a regulação vigente.
Especialistas veem a aprovação como um avanço importante, pois amplia opções terapêuticas para uma doença que, até então, tinha tratamentos limitados e focados apenas em aliviar sintomas.
A importância de diagnóstico precoce
A Anvisa e profissionais de saúde destacam que o diagnóstico precoce é fundamental para que terapias como o Leqembi tenham maior efetividade. Isso reforça a importância de procurar avaliação médica ao primeiro sinal de perda de memória ou alterações cognitivas.

