Admiradores da música sertaneja precisaram aprender a lidar com a saudade que aperta um pouco mais forte nos últimos dias do mês de junho. A morte de Leandro, que fazia dupla com o irmão Leonardo, completa 20 anos neste sábado (23).

No programa “Conversa com Bial”, o cantor Leonardo abriu seu coração para falar sobre a morte do irmão Leandro, com quem fez dupla e estourou na música na década de 90.

O cantor falou dos 20 anos sem o irmão e que o tempo não consegue apagar a saudade, “lembro do Leandro todos os dias, nas músicas que eu canto hoje. Gosto de cantar as músicas daquela época, não dá para esquecer. A segunda voz dele, o dueto que fazia comigo. O tempo dá uma amenizada, mas não dá pra esquecer jamais. Ele era meu mentor”, emociona-se o cantor.

Leonardo conta como foi saber do médico que o parceiro, diagnosticado com câncer raro no pulmão, tinha pouco tempo de vida, “A gente nunca falou a verdade para ele. Os médicos contaram só para mim o estado real dele, e me disseram que ele era o sétimo caso no mundo com tumor de Askin e que tinha 60 dias de vida. Não passei essa conversa pra ninguém. Nem para o Leandro nem para os meus irmãos nem para a minha mãe. Então, eu ia visitá-lo e tinha que chegar com o astral pra cima, rindo, fazendo piada”, recordou.

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‘Não aprendi dizer adeus’

Considerada a capital brasileira do tomate, a pequena Goianápolis – cuja população era estimada em 11.471 em 2017 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – passou a chamar atenção após lançar uma das duplas sertanejas mais famosas do país: Leandro e Leonardo.

A morte de Leandro foi muito sentida, e a memória do cantor segue viva no município. A data virou feriado local, e um museu e um monumento foram erguidos em homenagem ao sertanejo.

Leonardo lembra com carinho como tudo começou na pequena Goianápolis e como surgiu o nome dos dois.“Ele me induziu a formar essa dupla, antes de mim teve dois parceiros. Na época as duplas famosas eram todas assim: Chitãozinho e Xororó, que são dois pássaros, Milionário e José Rico… Trabalhava numa farmácia, um funcionário chegou atrasado, falou que teve gêmeos e que os nomes seriam Leandro e Leonardo.” Na verdade, Leandro se chamava Luís José da Costa e Leonardo é Emival Eterno da Costa.

Informações: Entretenimento Uol

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