Um cruzeiro com destino à Espanha entrou em alerta após a confirmação de mortes causadas por hantavírus entre tripulantes da embarcação. O caso gerou preocupação internacional e levantou dúvidas sobre a possibilidade de uma nova pandemia global, especialmente após o isolamento do navio para investigação.
Apesar do susto, especialistas e autoridades de saúde afirmam que o risco de o hantavírus provocar uma situação semelhante à Covid-19 é considerado baixo. O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que o perigo de disseminação mundial é reduzido.
Diferente de vírus respiratórios altamente contagiosos, o hantavírus não costuma ser transmitido de pessoa para pessoa. A infecção acontece principalmente pelo contato com partículas contaminadas por urina, fezes ou saliva de roedores silvestres infectados. Isso torna a propagação muito mais limitada e dificulta a formação de grandes surtos.
Segundo infectologistas, atividades em áreas rurais, galpões fechados, locais com poeira contaminada e armazenamento de grãos aumentam o risco de exposição. Os sintomas iniciais podem incluir febre, dor de cabeça, dores no corpo e desconforto gastrointestinal, mas casos graves podem evoluir para dificuldade respiratória e complicações pulmonares.
O Brasil também registra casos da doença, principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Dados do Ministério da Saúde apontam mais de 1,3 mil casos confirmados e centenas de mortes nas últimas décadas, embora os episódios continuem sendo considerados raros.
Especialistas reforçam que o hantavírus merece atenção, mas não há sinais de que possa se espalhar globalmente como ocorreu com outras pandemias recentes. Ainda assim, o episódio reacendeu o alerta sobre doenças transmitidas por animais e a importância da vigilância sanitária.

