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EUA autorizam medicamento ligado ao autismo e decisão viraliza — especialistas fazem alerta importante

EUA autorizam uso de medicamento para grupo específico ligado ao autismo; especialistas dizem que não é cura

A agência reguladora dos Estados Unidos autorizou recentemente o uso de um medicamento à base de ácido folínico para tratar uma condição neurológica que pode estar presente em parte das pessoas com transtorno do espectro autista (TEA). A decisão gerou repercussão nas redes sociais, mas especialistas alertam que a medida não representa a aprovação de um remédio que cure o autismo.

Segundo autoridades de saúde norte-americanas, o fármaco foi liberado para casos de deficiência cerebral de folato, uma alteração metabólica que pode afetar o desenvolvimento neurológico e que aparece em um subgrupo de crianças com características do espectro autista.

O que muda na prática

A autorização permite que médicos utilizem o medicamento para tratar sintomas associados à deficiência de folato no cérebro. Estudos indicam que, nesses casos específicos, alguns pacientes podem apresentar melhora em aspectos como linguagem e comportamento.

No entanto, pesquisadores destacam que os resultados variam e que o tratamento não funciona para todas as pessoas com autismo.

Não é cura para o autismo

Especialistas e entidades médicas enfatizam que o transtorno do espectro autista é uma condição complexa e heterogênea. Até o momento, não existe medicação capaz de curar o TEA.

Hoje já há remédios aprovados para tratar sintomas específicos — como irritabilidade —, mas eles não atuam na causa do transtorno.

A nova autorização, portanto, é vista como um avanço pontual para um grupo bem definido de pacientes, e não como uma solução ampla.

Comunidade científica pede cautela

Pesquisadores defendem que mais estudos clínicos de grande escala são necessários para confirmar a eficácia do ácido folínico em pessoas com autismo e para identificar quais pacientes realmente podem se beneficiar.

Enquanto isso, médicos recomendam que famílias não iniciem qualquer tratamento sem avaliação especializada.

Resumo: a autorização nos EUA amplia opções terapêuticas para um subgrupo específico ligado ao autismo, mas não representa a aprovação de um medicamento que trate ou cure o transtorno do espectro autista.

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