Durante anos, discutir qual seria a pior dor que um ser humano pode sentir foi quase um exercício de opinião. No entanto, pesquisas médicas recentes deram um novo rumo a esse debate ao apontarem as pedras nos rins como uma das experiências mais dolorosas já registradas — superando até o parto e golpes intensos na região genital.
Um estudo amplo conduzido pelos pesquisadores Saiful Miah, Charlotte Gunner, Lucy Clayton, Suresh Venugopal, Nigel R. Boucher e Bo Parys analisou o relato de 59 pacientes e trouxe números contundentes. Entre os homens, 88,9% afirmaram que a dor causada por pedras nos rins foi a pior de suas vidas. Já entre as mulheres, incluindo aquelas que já haviam passado pelo parto, 78,2% chegaram à mesma conclusão. A pesquisa ainda mostrou que não há diferença significativa na intensidade da dor entre os gêneros.
A percepção dos pacientes é reforçada por médicos experientes. O professor Troy Madsen, especialista em medicina de emergência e cirurgia da Universidade de Utah, relatou em um podcast que pessoas com pedras nos rins chegam ao pronto-socorro em sofrimento extremo, muitas vezes incapazes de ficar paradas, um comportamento que evidencia a gravidade da dor.
Outros centros de referência, como o Cedars-Sinai, em Los Angeles, também classificam essa condição entre as mais dolorosas que alguém pode enfrentar. Esses relatos coincidem com depoimentos de pacientes — inclusive mães — que afirmam que a dor das pedras nos rins pode ser mais intensa do que a do parto.
Segundo orientações da Mayo Clinic, o tratamento costuma começar com aumento da ingestão de água e medicamentos para controle da dor. Em casos mais graves, quando as pedras são grandes ou causam obstrução, pode ser necessária intervenção cirúrgica. A intensidade do sofrimento está ligada ao deslocamento dessas formações minerais pelo trato urinário, especialmente ao atravessar regiões mais estreitas.
Com esses dados, a medicina reforça a importância de tratamento rápido e eficaz para quem enfrenta esse problema. A dor das pedras nos rins deixou de ser apenas um relato isolado e passou a ser reconhecida, cientificamente, como uma das experiências físicas mais extremas que o corpo humano pode suportar.

