Por muitos anos apontado como o grande “vilão” do emagrecimento e alimentação saudável, o macarrão, na verdade, não induz o ganho de peso, sugere uma nova pesquisa.

Ao contrário da maioria dos outros carboidratos refinados, massas como espaguete e macarrão, têm um índice de IG mais baixo e, portanto, não causam picos extremos de açúcar no sangue, de acordo com pesquisadores.

O estudo realizado por pesquisadores do Hospital St. Michael, em Toronto, Canadá, sugere que comer massa pode, inclusive, ajudar na perda de peso.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores monitoraram por 12 semanas o peso corporal, massa muscular, gordura corporal e circunferência abdominal de pessoas que participaram do estudo. Elas ingeriram, em média, 3 porções de massa por semana em vez de outros carboidratos. Cada porção é igual a meia xícara de massa cozida.

Os participantes não só não ganharam peso, como também emagreceram: em média, cada um perdeu cerca de meio quilo. Os resultados foram publicados na revista BMJ Open.

Trocando em miúdos, o macarrão faz parte do time dos carboidratos ‘bons’, que possuem baixo índice glicêmico e saciam por mais tempo. A massa está ao lado de queridinhas como a batata doce e a lentilha.

Mas, antes de correr para o restaurante italiano mais próximo e se esbaldar com uma macarronada, é preciso lembrar que o estudo utilizou como parâmetro apenas meia xícara de macarrão três vezes por semana. Para a nutricionista Haley Hughes, a chave para alimentação saudável é a moderação.

“O controle das porções é, definitivamente, um fator chave, e outras questões também devem ser consideradas, como estilo de vida, exercícios físicos regulares, necessidades nutricionais individuais, entre outras”, disse ao site The Daily Meal.

* Nota: As informações e sugestões contidas neste artigo têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

Texto originalmente publicado no Daily Mail, livremente traduzido e adaptado pela equipe da Revista Saber Viver Mais.

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