“Era das curas”? Pesquisadores conseguem remover placas do Alzheimer e mostram melhora em estudos iniciais
Pesquisas recentes reacenderam o debate sobre novos tratamentos para o Alzheimer após cientistas conseguirem reduzir — e em alguns casos remover — as placas beta-amiloide associadas à doença. Os resultados, embora promissores, ainda não representam uma cura definitiva.
Estudos clínicos envolvendo medicamentos como o Leqembi e o Aduhelm mostraram que é possível diminuir o acúmulo dessas proteínas no cérebro, consideradas uma das marcas do Alzheimer. Em alguns pacientes, pesquisadores observaram desaceleração do declínio cognitivo.
O que os estudos mostraram
Os tratamentos utilizam anticorpos monoclonais que ajudam o sistema imunológico a identificar e remover as placas beta-amiloide. Em ensaios clínicos, houve:
redução mensurável das placas cerebrais
leve desaceleração da perda de memória
possível benefício em estágios iniciais da doença
Especialistas, porém, destacam que a melhora clínica ainda é modesta.
Ainda não é reversão completa
Apesar de manchetes otimistas, a comunidade científica é cautelosa. Até agora:
Não há cura para o Alzheimer.
Os tratamentos não funcionam para todos
Os medicamentos podem ter efeitos colaterais importantes
O benefício observado é considerado limitado
Organizações médicas enfatizam que remover placas não significa necessariamente reverter totalmente a doença, que é complexa e envolve múltiplos mecanismos no cérebro.
Por que a descoberta é relevante
Mesmo com limitações, os avanços são vistos como um marco porque, pela primeira vez, terapias demonstraram impacto mensurável no processo biológico do Alzheimer em humanos.
Pesquisadores acreditam que futuras combinações de tratamentos — e intervenções mais precoces — podem ampliar os resultados.
Resumo: cientistas já conseguem reduzir placas do Alzheimer e desacelerar a progressão em alguns casos, mas ainda não existe cura nem reversão completa comprovada da doença.
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