Cientista cria máquina que produz água do ar — até 1.000 litros por dia mesmo no deserto

Uma tecnologia que parece saída da ficção científica está chamando a atenção do mundo. O químico Omar Yaghi, professor da Universidade da Califórnia em Berkeley, desenvolveu um sistema capaz de transformar ar seco em água potável limpa.

A inovação utiliza materiais ultraporosos conhecidos como MOFs (estruturas metal-orgânicas), que funcionam como esponjas microscópicas capazes de capturar moléculas de água presentes no ar — mesmo em ambientes extremamente secos, com menos de 20% de umidade.

Como a máquina funciona

O processo ocorre em três etapas simples:

Captura: os MOFs absorvem o vapor de água do ar

Aquecimento leve: com calor de baixa intensidade (como luz solar), o material libera a água

Condensação: o vapor se transforma em água líquida pronta para consumo

O equipamento, desenvolvido pela empresa Atoco, pode operar fora da rede elétrica, usando apenas energia solar térmica — o que o torna especialmente promissor para regiões remotas e afetadas pela seca.

Produção pode chegar a 1.000 litros por dia

Em escala maior, o sistema pode produzir até cerca de 1.000 litros de água por dia, dependendo do tamanho do equipamento e das condições ambientais. Modelos menores, voltados para uso doméstico, geram volumes mais modestos.

Por que isso importa

Especialistas veem a tecnologia como uma possível revolução no acesso à água potável, especialmente em áreas áridas onde fontes tradicionais são escassas.

Entre os principais benefícios estão:

Funcionamento em regiões muito secas

Independência de infraestrutura hídrica

Baixo consumo de energia

Potencial uso em emergências humanitárias

Embora ainda esteja em expansão comercial, a tecnologia baseada em MOFs já é considerada uma das soluções mais promissoras para enfrentar a crise global da água.