A maior ponte sobre o mar da América do Sul começou a sair do papel e promete transformar a mobilidade na Bahia. O projeto ligará Salvador à Ilha de Itaparica por meio de uma estrutura de 12,4 quilômetros, reduzindo em até duas horas o tempo de viagem e eliminando a necessidade de travessias por balsa em muitos trajetos.
A obra é resultado de uma parceria entre os governos federal e da Bahia com empresas chinesas de engenharia. A China participa com cerca de 47% do investimento, além de fornecer tecnologia e experiência na construção da ponte, considerada um dos maiores projetos de infraestrutura em andamento no Brasil.
A expectativa é beneficiar cerca de 10 milhões de pessoas e reduzir em até 200 quilômetros o percurso de cargas vindas do oeste baiano, fortalecendo a logística e impulsionando a economia da região.
Com investimento estimado em R$ 11 bilhões, a ponte terá quatro faixas de rolamento e um trecho estaiado com 85 metros de altura para permitir a passagem de grandes embarcações. A previsão é que a construção seja concluída em 2031, gerando cerca de 7 mil empregos diretos ao longo das obras.
Apesar do potencial econômico e da melhoria na mobilidade, o projeto também traz grandes desafios. Construir uma ponte desse porte sobre a Baía de Todos-os-Santos exige soluções de engenharia para enfrentar a profundidade do mar, a corrosão causada pela água salgada e as condições das correntes marítimas.
Ainda assim, a expectativa é que a estrutura se torne um marco da infraestrutura brasileira e uma das maiores obras de engenharia da América Latina.

