Casos de diarreia ultrapassam 10 mil em duas semanas em SC, e Saúde monitora situação

Santa Catarina registrou mais de 10 mil casos de diarreia em apenas duas semanas, segundo dados do monitoramento da vigilância em saúde. O aumento rápido nos atendimentos acendeu um alerta entre autoridades sanitárias, que acompanham a evolução do cenário em diferentes regiões do estado.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, unidades básicas e prontos atendimentos observaram crescimento expressivo na procura por pacientes com sintomas gastrointestinais, como diarreia, náuseas, vômitos e dor abdominal. Em alguns casos, houve necessidade de hidratação venosa devido à desidratação.

Possíveis causas

As causas do aumento ainda estão sendo investigadas. Surtos de diarreia costumam estar relacionados a fatores como:

Consumo de água ou alimentos contaminados;

Falhas pontuais no tratamento de água;

Altas temperaturas, que favorecem a proliferação de microrganismos;

Higiene inadequada no preparo dos alimentos.

A Secretaria informou que, até o momento, não há confirmação de um único agente causador para todos os casos registrados.

Grupos mais vulneráveis

A diarreia pode representar maior risco para crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas, especialmente devido à possibilidade de desidratação rápida. A orientação é procurar atendimento médico ao surgirem sinais de agravamento.

Orientações à população

Enquanto a situação segue sob monitoramento, a recomendação das autoridades de saúde é reforçar medidas básicas de prevenção:

Lavar as mãos com água e sabão com frequência;

Higienizar corretamente frutas, verduras e legumes;

Consumir apenas água filtrada, fervida ou tratada;

Evitar alimentos crus ou malconservados.

Quando procurar atendimento

A população deve buscar uma unidade de saúde em casos de:

Diarreia persistente por mais de 24 horas;

Presença de sangue nas fezes;

Febre alta;

Sinais de desidratação, como boca seca, fraqueza e diminuição da urina.

A Secretaria de Estado da Saúde informou que segue acompanhando os números e pode adotar novas medidas caso o aumento de casos continue nas próximas semanas.