O ano de 2025 entrou para a história como o terceiro mais quente já registrado no planeta, segundo o serviço climático europeu Copernicus. A temperatura média global chegou a 14,97 °C, ficando 1,47 °C acima do nível pré-industrial, valor muito próximo do limite de 1,5 °C definido no Acordo de Paris.
Pela primeira vez, a média dos últimos três anos (2023, 2024 e 2025) superou esse limite de 1,5 °C. Embora o acordo trate de metas de longo prazo, os dados indicam que o aquecimento global está avançando mais rápido do que o previsto.
O relatório também confirma que os últimos 11 anos foram os mais quentes já registrados, consolidando a atual década como a mais quente da história. Em 2025, quase todos os meses ficaram acima das médias históricas, com destaque para janeiro, o mais quente já observado.
Nos polos, os recordes chamaram atenção: a Antártida teve o ano mais quente da série histórica e o Ártico registrou o segundo ano mais quente, com forte redução do gelo marinho. Em fevereiro, a extensão combinada do gelo nos dois polos atingiu o menor nível desde o início das medições por satélite.
Na Europa, 2025 também foi o terceiro ano mais quente, com março registrando temperaturas muito acima da média. O calor favoreceu ondas de calor, incêndios florestais e outros eventos extremos.
Segundo os cientistas, o principal fator continua sendo o aumento das emissões de gases de efeito estufa causado pela atividade humana, somado ao aquecimento dos oceanos. Os dados reforçam que o planeta segue em uma trajetória de aquecimento contínuo, com impactos cada vez mais frequentes e intensos.

