Brilhava, mas não era comida: Anvisa suspende glitter culinário e folhas de ouro após encontrar plástico
O que parecia luxo, sofisticação e tendência nas confeitarias virou alerta sanitário. A Anvisa determinou a suspensão imediata de glitters culinários e folhas de ouro vendidos como comestíveis após identificar algo alarmante: plástico na composição.
Sim, o brilho que encantava bolos, doces e sobremesas não era comida.
Do glamour ao risco invisível
Nos últimos anos, o uso de glitter e folhas douradas virou febre em festas, casamentos e vitrines de confeitaria. O problema é que análises técnicas revelaram que esses produtos, comercializados como próprios para consumo humano, continham polímeros plásticos, substâncias proibidas em alimentos no Brasil.
A medida atinge produtos da marca Morello, em todos os lotes, incluindo:
Glitter/pó brilhante para decoração
Folhas de ouro decorativas anunciadas como comestíveis
Por que isso é grave?
Plásticos não são ingredientes alimentares. A ingestão dessas partículas pode representar riscos à saúde, especialmente quando o consumidor acredita estar ingerindo algo seguro.
O mais preocupante: muitos desses produtos eram vendidos livremente pela internet, redes sociais e lojas especializadas, sem deixar claro que não deveriam ser consumidos.
O que a Anvisa determinou
A decisão suspende:
Fabricação
Comercialização
Distribuição
Propaganda
Uso em alimentos
Além disso, a orientação é clara: não utilizar esses produtos em preparações e providenciar o recolhimento do mercado.
Nem tudo que brilha pode ir ao prato
O caso reacende um alerta importante para consumidores e profissionais da área: nem todo item de confeitaria é automaticamente comestível. Muitos produtos são apenas decorativos, apesar de embalagens e anúncios sugerirem o contrário.
Antes de usar qualquer adorno em alimentos, é essencial verificar se ele é regularizado para consumo humano.
O alerta final
O episódio do “glitter com plástico” mostra como tendências estéticas podem esconder riscos silenciosos. No prato, beleza não pode vir antes da segurança.
Porque quando o assunto é comida, brilhar não basta — tem que ser seguro.

