A epidemiologista Elisabete Weiderpass Vainio é a primeira brasileira a assumir o cargo de diretora-geral da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (International Agency for Research on Cancer – IARC, em inglês).

É a primeira vez que a América Latina tem representante no cargo, que até então vinha sendo ocupado por homens oriundos de países desenvolvidos desde a criação da Agência, em 1965.

A Iarc é parte da Organização Mundial da Saúde (OMS) e tem como missão coordenar e conduzir pesquisas sobre as causas do câncer humano e acerca do desenvolvimento de estratégias para o controle da doença. A diretora-geral foi eleita para um mandato de cinco anos, a partir de janeiro de 2019.

Hoje são 300 pesquisadores da Agência, que tem sede em Lyon, na França, conectados a uma rede internacional com mais de meio milhão de cientistas e voluntários.

Esses cientistas andam pelos laboratórios, pensando em maneiras de evitar que esta triste estatística do câncer aumente ou seja diagnosticado tarde demais.

“Fazemos vários tipos de estudos sobre novas formas de prevenção do câncer, para avaliar se funcionam. Coletamos todas as estatísticas para conhecermos a situação do câncer em cada um dos países”, explica Rolando Herrero, chefe do setor de Prevenção da AIPC.

O exemplo mais recente é na prevenção do câncer de colo de útero: há 30 anos não se sabia a causa, hoje já existe uma vacina contra o vírus do papiloma e se fala até em erradicação desse câncer.

Pela primeira vez em sua história, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer vai ser comandada por uma mulher. Mulher, brasileira e com uma história de vida acadêmica dedicada a diminuir a quantidade de vítimas do câncer em todo o mundo.

“Se nós aplicássemos hoje o que já sabemos na área de prevenção, a gente poderia prevenir 50% dos casos de câncer no mundo, o que é uma proporção muito considerável”, disse a epidemiologista Elisabete Weiderpass, futura diretora-geral da AIPC.

Dra Elisabete Weiderpass nasceu em São Paulo e estudou epidemiologia no Rio Grande do Sul.  Mudou-se para a Europa e se tornou uma referência mundial nos estudos sobre epidemiologia do câncer.

É pesquisadora sênior e chefe do Departamento de Pesquisa do Instituto de Pesquisa de Base Populacional de Câncer, pesquisadora do Registro de Câncer de Oslo, Noruega, e no Samfundet Folkhälsan em Helsinki, Finlândia. É também professora de Epidemiologia Médica na Universidade da Noruega.

Elisabete vai assumir o cargo em janeiro de 2019 para um mandato de quatro anos.

“Estou muito feliz por ter sido escolhida como a próximo diretora da agência, e estou ansiosa para trazer minha experiência para a Iarc e contribuir para seu importante trabalho”, diz a doutora Elizabete.

* Nota: As informações e sugestões contidas neste artigo têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

Informações: G1

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