O Brasil amanheceu mais silencioso. Luis Fernando Verissimo, um dos maiores escritores e cronistas que o país já conheceu, faleceu aos 88 anos, deixando para trás não apenas livros, mas um legado eterno de humor inteligente, ironia afiada e uma sensibilidade rara para enxergar a vida cotidiana.

Autor de clássicos como Comédias da Vida Privada, Verissimo conseguiu o que poucos escritores alcançam: transformar o simples em extraordinário, arrancar gargalhadas em meio à melancolia e fazer o leitor se reconhecer em cada crônica.

Filho de Érico Verissimo, ele herdou o talento literário, mas construiu uma voz única, com um estilo que atravessou gerações. Sua escrita leve, divertida e ao mesmo tempo profunda moldou a forma como milhões de brasileiros leem e pensam.

Sua partida deixa uma lacuna imensa, mas também uma certeza: Luis Fernando Verissimo não morre. Ele continua vivo em cada página lida, em cada riso provocado, em cada reflexão arrancada de quem teve o privilégio de mergulhar em suas palavras.

Hoje, não é só a literatura que perde. É o Brasil inteiro que se despede de um mestre.

Obrigado, Verissimo, por nos ensinar a rir de nós mesmos e a enxergar poesia até no caos do cotidiano. Seu legado será eterno.