Os mangues são ecossistemas muito importantes na natureza, pois funcionam muitas vezes como um espaço para que filhotes de peixes, crustáceos, mamíferos e até mesmo aves possam encontrar abrigo contra predadores enquanto crescem. Porém, muitos destes espaços estão sendo constantemente destruídos pela construção de hotéis e especulação imobiliária em algumas regiões.

O mangue da Lagoa de Itaipu, em Niterói, estava passando por esse processo, tendo alguns de seus trechos degradados e assoreados. Se não fosse o olhar atento e a dedicação do biólogo marinho Luiz Gonzaga, o local continuaria assim. Porém, ele colocou suas mãos para trabalhar a serviço da natureza, plantando sozinho mais de 2 mil mudas de vegetação rasteira no local, desde 2012.

A primeira região reflorestada por ele foi a beira do canal Camboatá, cuja vegetação já se encontra suficientemente grande. A iniciativa ocorre em parceria com o Parque Estadual da Serra do Tiririca, que disponibiliza material, transporte e pessoal para que o projeto possa ser desenvolvido.

Mesmo assim, o trabalho fica por conta de Luiz Gonzaga, que utiliza as sementes do próprio local, que são deixadas quando a maré esvazia, e, com isso, não precisa gastar nada para recuperar a vegetação. As garrafas PET abandonadas na região também são reutilizadas, servindo para envolver as mudas e protegê-las dos caranguejos, que são herbívoros.

Com a recuperação do mangue, já é possível encontrar por lá diversos crustáceos, aves e peixes, que fazem desse ecossistema o seu habitat.

Via:Hypeness

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