Maria das Dores da Silva é uma senhora de 91 anos de idade e nunca andou de ônibus, metrô e avião, sempre viveu em Campina Grande, Paraíba.

Perto de comemorar um século de vida, o típico seria ficar em casa descansando, mas isso não acontece do Dona Maria!

Segundo a Idosa, as noites da cidade são combustíveis para sua vitalidade. “Eu saio de casa doente e volto saudável”, afirma a idosa.

Entre os bares frequentados por Maria são antigo “Boião” no bairro da Prata e o “Anos Dourados”. Mas o lugar que ela frequenta a mais de 30 anos é Slaoon Bar, localizado no Centro.

Maria tem todo um ritual para a noite de dança, que começa com a escolha da roupa, que é confeccionada por ela a mão. O marido Jaime de 86 anos, com que já é casada há 63 anos é o responsável por comprar os tecidos estampados e de cores fortes.

A senhorinha gosta de se arrumar sozinha. Mas não falta capricho,  desde o lenço na cabeça – combinando genuinamente com a roupa – até a maquiagem elaborada por ela.

Antes disso, costuma tirar um ‘cochilo’ e comer uma “papinha”. Depois de pronta, “pego meu táxi e vou embora”, afirma.

Costuma chegar ao bar às 22hrs. Segundo a proprietária, Mariana Albuquerque, dona Maria “dança a noite toda e é muito respeitada por todos”. Dos ritmos tocados, Maria só não gosta do reggae. O pagode e o forró são os preferidos, mas ela declara “gosto de forró, mas não gosto desses forrós agarrado não, gosto de dançar solta”.

Por ser frquentadora assídua dos bailes sempre existe alguém que tem curiosidade em saber se ela está sozinha, e a resposta de Maria vem rápido:

“Tô só e Deus, e a família fica dormindo em casa porque não gosta dessas festas de noite”, diz Maria.

A filha de Dona Maria, a jornalista Fátima Silva, diz que as pessoas costumam ligar para a mãe para pedir a presença da idosa nos locais. Quando questionada sobre os perigos de possíveis acidentes, como uma queda no bar, dona Maria é firme, “eu morro feliz, eu morro dançando”.

Dona Maria aproveita até 3 h da manhã, muitas vezes volta de carona mas atualmente, volta de taxi. “Ruim que tô gastando muito dinheiro (com táxi), mas dá pra voltar tranquila […] meus taxistas são conhecidos”, afirma.

Em casa, seu Jaime a espera chegar para ajudá-la entrar em segurança, sem se machucar. Ele a chama carinhosamente de “minha filha”. Jaime da Costa é compositor, assim como grande parte da família. A filha Fátima compõe e canta, assim como o filho Igor, neto de dona Maria. Ambos moram com dona Maria e seu Jaime.

Além desses, outros músicos nasceram na família. Não é à toa que um grande sonho, revelado pela vovó, é ter uma casa de show “para minha família todinha tocar e eu dançar”, declarou.

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