Estudo alerta que consumo excessivo de refrigerante pode causar danos ao fígado semelhantes aos do álcool

Pesquisas associam bebidas açucaradas ao aumento de gordura no fígado e maior risco de inflamação hepática

O consumo frequente de refrigerantes pode trazer impactos significativos para a saúde do fígado, segundo estudos publicados em revistas científicas internacionais. Pesquisadores alertam que a ingestão excessiva de bebidas açucaradas está ligada ao desenvolvimento da chamada doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) — condição que pode evoluir para quadros mais graves, como inflamação, fibrose e até cirrose.

A doença ocorre quando há acúmulo de gordura nas células do fígado em pessoas que não consomem álcool em excesso.

O que dizem os estudos

Pesquisas publicadas em periódicos como a JAMA e a Hepatology indicam que o alto consumo de bebidas ricas em açúcar, especialmente aquelas com grande quantidade de frutose, está associado ao aumento da gordura hepática.

A frutose é metabolizada principalmente pelo fígado. Quando consumida em excesso, pode:

Estimular o acúmulo de gordura no órgão

Aumentar a resistência à insulina

Favorecer processos inflamatórios

Comparação com o álcool

Especialistas explicam que o álcool continua sendo uma das principais causas de doença hepática no mundo. No entanto, o consumo elevado e contínuo de refrigerantes também pode levar a danos importantes.

Em alguns estudos populacionais, pessoas que ingeriam grandes quantidades de bebidas açucaradas apresentaram risco semelhante de acúmulo de gordura no fígado quando comparadas a indivíduos que consumiam álcool de forma regular.

Médicos ressaltam que a comparação depende da quantidade e da frequência de consumo. O problema está no excesso.

Doença silenciosa

A doença hepática gordurosa não alcoólica muitas vezes não apresenta sintomas nas fases iniciais. Em estágios mais avançados, podem surgir:

Cansaço persistente

Desconforto abdominal

Alterações em exames de sangue

Inchaço

A condição está frequentemente associada à obesidade, sedentarismo, diabetes tipo 2 e alimentação rica em ultraprocessados.

Recomendações

Especialistas recomendam:

Redução do consumo de bebidas açucaradas

Alimentação equilibrada

Prática regular de atividade física

Acompanhamento médico periódico

O alerta não significa que o consumo eventual cause danos imediatos, mas reforça a importância da moderação e de hábitos saudáveis para prevenir problemas no fígado a longo prazo.