1. Encanamentos não foram feitos para isso

Grande parte das residências brasileiras — especialmente as mais antigas — tem tubulações estreitas, com curvas acentuadas e pouca inclinação.
O papel higiênico não se dissolve rápido o suficiente nessas condições e acaba se acumulando, causando entupimentos.

2. O papel vendido no Brasil é mais resistente

Diferente do papel usado em alguns países, o papel higiênico brasileiro costuma ser:

Mais espesso

Mais resistente

Menos solúvel em água

Isso aumenta muito o risco de formar “bolos” dentro do cano.

3. Fossas sépticas são comuns

Em muitas cidades — e principalmente fora dos grandes centros — as casas usam fossa séptica.
O papel higiênico acelera o enchimento da fossa, aumenta o custo de limpeza e pode causar transbordamentos.

4. Rede de esgoto incompleta

Uma parcela significativa do esgoto no Brasil não recebe tratamento adequado.
Quando o papel vai para o vaso:

Pode parar em rios e córregos

Contribui para a poluição ambiental

Agrava problemas de saneamento básico

5. Entupimento sai caro

O resultado mais comum é:

Vaso entupido

Retorno de esgoto

Mau cheiro

Gastos com encanador ou desentupimento

Mas em outros países pode, por quê?

Em países como Estados Unidos, Canadá e Japão:

Os canos são mais largos

O papel é projetado para se desfazer rapidamente

A rede de esgoto é totalmente planejada para isso

Não é o caso da maior parte do Brasil.

Então, qual é a prática correta?

✔️ Usar a lixeira ao lado do vaso
✔️ Preferir lixeira com tampa
✔️ Esvaziar com frequência
✔️ Manter higiene adequada

Em resumo:

No Brasil, o papel higiênico vai para a lixeira, não para o vaso, porque nossa infraestrutura não suporta esse descarte com segurança.