Em um movimento que já está sendo chamado de a medida mais rígida da Europa, a Dinamarca deu um passo ousado: crianças menores de 15 anos estão oficialmente proibidas de usar redes sociais. A decisão surge após meses de debates sobre os efeitos do ambiente digital na saúde mental dos jovens — e promete sacudir o jeito como o mundo encara a infância conectada.

Como vai funcionar?

O governo determinou que plataformas como Instagram, TikTok, Snapchat e outras bloqueiem automaticamente qualquer usuário que não atenda à idade mínima. E nada de “data de nascimento inventada”:
as empresas serão forçadas a adotar verificação real de idade, com métodos mais rígidos e auditáveis.

Exceção controlada para 13 e 14 anos

Pais poderão pedir autorização para que seus filhos nessa faixa etária acessem as redes — mas somente em situações específicas, analisadas individualmente pelas autoridades. Ou seja: não há permissão geral. Cada caso será avaliado com lupa.

Por que tudo isso?

O Ministério da Criança e da Educação explica que a lei foi criada para proteger menores de:

* Conteúdos prejudiciais
* Manipulação algorítmica
* Exploração e assédio
* Cyberbullying
* Pressões sociais que afetam autoestima e comportamento

A meta é clara: reduzir o impacto invisível, mas profundo, que as redes têm sobre o desenvolvimento emocional e social das crianças.

Uma decisão que pode inspirar outros países

Com essa lei, a Dinamarca se coloca na linha de frente do debate global sobre infância e tecnologia. Especialistas afirmam que, se a medida funcionar, outros governos podem seguir o mesmo caminho.

Enquanto isso, o mundo observa — e se pergunta:
será este o início de uma nova era para a geração digital?