O New York Times publicou recentemente um artigo chamado “Por que há mais adolescentes americanos do que nunca sofrendo de ansiedade severa?”

O autor narrou a batalha contra a ansiedade de vários adolescentes ao longo de alguns anos. O artigo questionou por que estamos vendo tal aumento na ansiedade entre os jovens de hoje.

Como psicoterapeuta, professora universitária e autora de “13 Things Mentally Strong Parents Don’t Do”, concordo que a ansiedade é um problema generalizado entre os adolescentes. É a razão mais comum para pessoas de todas as idades entrarem no meu consultório de terapia.

Alguns jovens são perfeccionistas exagerados com um medo debilitante do fracasso. Outros se preocupam tanto com o que seus colegas pensam sobre eles que são incapazes de atuar.

Alguns suportaram circunstâncias difíceis ao longo de sua juventude. Mas outros têm famílias estáveis, pais que apoiam e muitos recursos.

Suspeito que o aumento da ansiedade reflete várias mudanças sociais e culturais que vimos nas últimas duas décadas.

Aqui estão as 06 principais razões:

1. Os eletrônicos oferecem uma fuga que não é saudável.

O acesso constante a dispositivos digitais permite que as crianças escapam de emoções desconfortáveis, como tédio, solidão ou tristeza, mergulhando em jogos quando estão no carro ou conversando nas mídias sociais quando são enviadas para seus quartos.

E agora estamos vendo o que acontece quando toda uma geração passa a infância evitando o desconforto. Seus eletrônicos substituíram oportunidades para desenvolver força mental, e eles não ganharam as habilidades necessárias para lidar com os desafios cotidianos.

2. A busca exagerada pela “felicidade”.

A felicidade é tão enfatizada em nossa cultura que alguns pais acham que é seu dever fazer seus filhos felizes o tempo todo. Quando uma criança está triste, seus pais a animam. Ou quando ela está com raiva, eles a acalmam.

As crianças crescem acreditando que, se não se sentem felizes o tempo todo, algo deve estar errado. Isso cria muita turbulência interna.

Eles não entendem que é normal e saudável se sentir triste, frustrado, culpado, desapontado e às vezes também com raiva.

3. Os elogios irreais dos pais.

Dizer coisas como “você é o corredor mais rápido da equipe” ou “você é o garoto mais inteligente da sua série” não gera autoestima. Em vez disso, pressiona as crianças a viver de acordo com esses rótulos.

Isso pode levar a um medo debilitante de fracasso ou rejeição.

4. As crianças não estão aprendendo habilidades emocionais.

Nós enfatizamos a preparação acadêmica e nos esforçamos pouco em ensinar às crianças as habilidades emocionais de que precisam para ter sucesso.

Na verdade, uma pesquisa nacional de estudantes universitários do primeiro ano revelou que 60% se sentem emocionalmente despreparados para a vida universitária.

Saber gerir o seu tempo, combater o stress e cuidar dos seus sentimentos são componentes fundamentais para viver uma boa vida. Sem habilidades de enfrentamento saudáveis, não é de admirar que os adolescentes estejam ansiosos com as dificuldades cotidianas.

5. Os adultos não sabem ajudar as crianças a enfrentar seus medos da maneira certa.

Em um lado do espectro, você encontrará pais que pressionam demais seus filhos. Eles forçam seus filhos a fazerem coisas que os aterrorizam.

Do outro lado, você encontrará pais que não pressionam as crianças nem um pouco. Eles deixam seus filhos abandonarem qualquer coisa que pareça um provocador de ansiedade. A exposição é a melhor maneira de vencer o medo, mas apenas quando é feita aos poucos. Sem prática, gentileza e orientação, as crianças nunca ganharão a confiança de que podem enfrentar seus medos de frente.

6. Os pais estão educando os filhos através da culpa e do medo.

Ser pai ou mãe desperta emoções desconfortáveis, como culpa e medo. Mas, em vez de se deixarem sentir essas emoções, muitos pais estão mudando seus hábitos na hora de educar os filhos.

Então, eles não deixam seus filhos fora de vista porque isso aumenta sua ansiedade, ou eles se sentem tão culpados dizendo ‘não’ aos filhos que eles desistem e cedem. Consequentemente, eles ensinam aos filhos que as emoções desconfortáveis são intoleráveis.

Como abordar a epidemia de ansiedade

Criamos um ambiente que estimula a ansiedade nos jovens, em vez da resiliência. E embora não possamos evitar todos os transtornos de ansiedade – há definitivamente um componente genético – podemos fazer um trabalho melhor ajudando as crianças a fortalecer o músculo mental de que precisam para permanecerem saudáveis.

Via:Awebic

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