A OMS colocou o presunto na mesma classificação cancerígena do cigarro — mas quase ninguém entendeu o que isso realmente significa
Quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que presunto, bacon, salsicha e linguiça entraram na mesma classificação cancerígena do cigarro, a reação foi imediata: choque, confusão e manchetes alarmistas.
Mas afinal…
Comer presunto é tão perigoso quanto fumar?
A ciência diz algo bem mais complexo — e menos assustador — do que parece.
O que a OMS realmente classificou?
A OMS usa um sistema criado pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), que divide substâncias e hábitos em grupos de acordo com a força das evidências científicas, não com o tamanho do risco.
As carnes processadas (como presunto, bacon e salsicha) foram colocadas no Grupo 1: “carcinogênico para humanos”.
Nesse mesmo grupo estão:
cigarro
amianto
álcool
Isso significa uma coisa específica:
Há provas científicas suficientes de que essas exposições podem causar câncer.
Mesma classificação ≠ mesmo perigo
Aqui está o ponto que quase sempre é mal explicado.
Estar no mesmo grupo não quer dizer que os riscos sejam iguais.
Fumar aumenta o risco de câncer em múltiplos órgãos e de forma muito intensa
Carnes processadas estão associadas principalmente ao câncer colorretal, com um aumento de risco bem menor
A classificação fala sobre certeza científica, não sobre quantidade de dano.
Então por que o presunto entrou nessa lista?
Os estudos mostram que o consumo frequente de carnes processadas está ligado a:
conservantes como nitrito e nitrato
formação de compostos cancerígenos durante o processamento
inflamação no trato intestinal
Segundo a OMS, consumir 50 gramas por dia (o equivalente a algumas fatias de presunto) pode aumentar o risco de câncer colorretal em cerca de 18% ao longo do tempo.
É um aumento real — mas muito distante do impacto do tabagismo.
Por que isso virou uma polêmica gigantesca?
Porque a informação foi simplificada demais.
“Presunto é tão cancerígeno quanto cigarro”
isso rende cliques, mas não explica ciência.
A mensagem correta seria:
o consumo frequente e exagerado de carnes processadas aumenta o risco de câncer, e esse risco é cientificamente comprovado.
O que a ciência recomenda, na prática?
A OMS não manda parar de comer presunto para sempre.
Ela recomenda:
Reduzir o consumo
Evitar o uso diário
Priorizar alimentos frescos
Tratar carnes processadas como consumo ocasional, não hábito
O verdadeiro alerta por trás da classificação
Essa discussão não é sobre pânico alimentar.
É sobre consciência.
Assim como o açúcar, o álcool e o cigarro, as carnes processadas fazem parte de um grupo de produtos que:
Não devem ser consumidos em excesso
Estão ligados a doenças quando viram rotina
Resumo direto e honesto
Sim, a OMS colocou o presunto na mesma categoria cancerígena do cigarro
Não, isso não significa que eles façam o mesmo mal
A classificação indica certeza científica, não intensidade do risco
O problema está no consumo frequente e exagerado
No fim das contas, a ciência não está dizendo “nunca mais coma”.
Ela está dizendo: coma sabendo.
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