Uma moradora de São Paulo com 73 anos descobriu um câncer no pulmão após uma condição na qual a palma da mão apresenta uma textura semelhante a de um tecido. A doença é conhecida como “mãos de veludo”, outro sintoma também é que a pessoa sinta dor e coceira.
A mulher deu entrada em uma clínica de dermatalogia, a idosa relatou que tinha perdido 5kg nos quatro meses anteriores e vivia com tosse há um ano. Detalhe, a mulher era fumante e consumia diariamente, um maço de cigarros há mais de 30 anos.
“O exame físico revelou demarcação acentuada das dobras das mãos, além de uma aparência aveludada da superfície da pele”, escrevem os médicos no relatório do caso, publicado no periódico The New England Journal of Medicine.
Após fazer uma tomografia computadorizada, foi apontado que a paciente tinha irregularidades nos pulmões e após uma biópsia foi confirmado que realmente havia um câncer no orgão. Imediatamente foi iniciado a quimioterapia e radioterapia.
Após seis meses após da entrada na clínica, os especialistas notaram que seu câncer havia progredido. Até o momento da finalização do relatório a paciente estava iniciando uma segunda etapa de quimioterapia e seu estado de saúde não foi mais divulgado.
Essa condição é rara, “mãos aveludadas”, que em inglês, o termo cintífico é acanthosis palmaris. É uma síndrome paraneoplásica, que é caracterizada por sintomas secundários causados pelas substância secretadas por um tumor.
No caso da idosa, ela apresentou um distúrbio dermatológico, que escureceu a pele devido à hiperpigmentação e se tornou mais espessa.
Porém nem sempre lesões como essa coçam ou são doloridas. Mas, na maioria das vezes, a palma da mão e outras regiões da pele podem apresentar feridas, que podem ser geralmente associadas ao câncer de pulmão ou estômago.
“Lesões na palma da mão podem ser curadas com com o tratamento do câncer subjacente”, observaram os médicos. “No entanto, as lesões nesta paciente não regrediram com quimioterapia ou com a aplicação de pomada contendo 10% de ureia.”
“É importante ressaltar que em mais de 40% dos pacientes, as ‘mãos de veludo’ eram uma característica de uma malignidade não diagnosticada anteriormente”, observaram cientistas em um estudo de 1989, feito pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. “Portanto, todos os pacientes com ‘mãos de veludo’ devem ser avaliados com um diagnóstico completo.”
Com informações: Revista Galileu
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