Conhecimento

Utqiaġvik: o povoado que acaba de mergulhar em 65 dias de escuridão — e só verá o sol de novo em 23 de janeiro

Prepare-se: esta história parece tirada de um filme pós-apocalíptico, mas acontece de verdade — agora mesmo. Enquanto boa parte do mundo reclama do horário de verão ou dos dias nublados, um povoado no extremo norte do planeta acabou de dar adeus ao sol. Literalmente.

Desde o pôr do sol de 18 de novembro, Utqiaġvik, no Alasca, entrou na chamada noite polar: um período de 65 dias sem sequer um único raio solar cruzando o horizonte. A próxima vez que a luz vai tocar o chão dessa cidade será apenas em 23 de janeiro.

E é justamente essa rotina surreal que transforma Utqiaġvik em um dos lugares mais fascinantes — e extremos — da Terra.

O que significa viver sem sol por 2 meses?

Para nós, seria inimaginável. Para eles, é mais um capítulo do ano.

Durante esse período:

* a cidade vive sob escuridão contínua
* a temperatura pode despencar para –40°C
* a paisagem parece um cenário de outro planeta
* o corpo sente a falta de vitamina D
* as pessoas precisam de lâmpadas especiais para regular o humor e o sono

Mas, apesar disso, a vida NÃO para. Crianças vão para a escola, mercados funcionam, famílias saem para caminhar. Só que tudo isso acontece sob um céu eterno de noite.

Em troca do sol, um show cósmico único

A ausência do sol abre caminho para um espetáculo que parece sobrenatural: as auroras boreais.
Elas pintam o céu de verde, azul e roxo, transformando a escuridão em um show luminoso que atrai fotógrafos e curiosos do mundo inteiro.

Se o sol some, o céu ganha vida.

Um povo que aprendeu a transformar extremos em rotina

Utqiaġvik é lar da comunidade Iñupiat, que vive há séculos lidando com frio intenso, longas noites e isolamento total — não há estradas ligando a cidade a nenhum outro lugar do Alasca. Tudo chega por avião.

E é justamente essa resiliência que impressiona.
Enquanto muitos turistas mal suportam algumas horas de frio do Ártico, os moradores seguem trabalhando, estudando, cozinhando, rindo e convivendo como em qualquer outra cidade do mundo — só que debaixo de um céu que nunca clareia.

23 de janeiro: o “ano novo emocional” do Ártico

Quando o sol finalmente reaparece, nem que seja por poucos minutos, a cidade inteira para. Crianças comemoram, famílias se reúnem e muitas pessoas choram ao ver a luz dourada tocando o horizonte novamente.

É como se o mundo renascesse — e o povoado também.

Por que essa história viraliza todos os anos?

Porque Utqiaġvik mexe com a nossa imaginação.
Porque nos lembra que o planeta é muito maior e mais extremo do que pensamos.
Porque mostra que o ser humano é capaz de se adaptar a realidades que parecem impossíveis.

E porque a pergunta que fica é:
você conseguiria viver 65 dias sem ver o sol?

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