Conhecimento

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos desenvolvem biovidro que cura feridas de pele

Um tipo de biovidro flexível capaz de regenerar o tecido e acelerar o processo de cura de feridas foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos.

Segundo as pesquisas, o material apresentou excelentes resultados em testes com animais, o proximo passo do projeto é o teste em seres humanos.

O professor Edgar Zanotto comentou como funciona o biovidro flexível. “Curam feridas da pele, depois elas são reabsorvidas pelo corpo e são bactericidas, elas minimizam infecções e acabam com as bactérias”.

“É um material absolutamente inovador”, continuou. “É o vidro que cura, é um biovidro, o vidro bioativo”.

A algum tempo o biovidro já tem sido usado como opção para vários tipos de enxerto, mas agora os cientistas do Laboratório de Materiais Vítreos, estão conseguindo desenvolver um material modificado, que além de ser bem mais flexível, já vem semelhante à uma gaze  usada em curativo.

“Esses vidros bioativos são parecidos com o vidro de janela, feitos de sílica, cálcio e sódio, mas em concentrações diferentes, então é isso que muda o jeitinho que esse vidro reage dentro do corpo”, explicou a pesquisadora Marina Trevelin Souza.

“A ideia é aplicar diretamente sobre a pele em cima das feridas porque esse material reabsorve em contato com o sangue e vai regenerando aquela ferida ou aquela queimadura”, completou Marina Trevelin.

Ossos

Outra inovação apresentada pelos pesquisadores da Universidade é uma peça que poderá ser usada como enxerto ósseo. “Nós podemos fazer enxertos com geometrias muito complexas e que encaixam perfeitamente no paciente”, comentou o pesquisador Murilo Crovace.

Além do formato, o produto também se diferencia de outros tipos de enxertos, como os de cerâmica, por ter a absorção mais rápida pelo corpo.“São poucos meses, enquanto as cerâmicas levariam anos para serem completamente absorvidas“, comparou Crovace.

 

 

 

 

 

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