Em “De Férias com Você”, Poppy e Alex são melhores amigos que sempre usaram as viagens como forma de manter a proximidade sem precisar nomear sentimentos. Ela vive em movimento, escreve sobre experiências e aposta no improviso; ele prefere rotina, controle e relações previsíveis. Por anos, esse acordo silencioso funcionou — até um afastamento interromper a tradição.
Quando Poppy propõe uma nova viagem, o reencontro traz à tona o que ficou mal resolvido. Aceitar significa reabrir um vínculo carregado de expectativas; recusar pode encerrar de vez a principal conexão entre eles. A viagem acontece, mas já não oferece o mesmo conforto de antes.
Diferenças que antes pareciam complementares agora geram atritos constantes. Mudanças de planos, silêncios e concessões revelam incompatibilidades reais, enquanto o humor surge do esforço de manter tudo leve. A entrada de terceiros e compromissos paralelos quebra a exclusividade e torna o vínculo mais exposto.
Sem grandes gestos ou discursos, o filme conduz os personagens a uma decisão inevitável: redefinir a relação ou aceitar que algumas histórias só sobrevivem quando deixam de ser adiadas.
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