Conhecimento

Interstício, o ‘novo órgão’ do corpo humano, e ele pode ser o responsável por fazer o câncer se espalhar

Ele sempre esteve ali, mas foi apenas por meio de uma tecnologia mais avançada que os cientistas finalmente puderam identificá-lo: um espaço repleto de cavidades preenchidas por líquido, presente entre os tecidos do nosso corpo – por isso, chamado de intersticial (entre tecidos).

Mas não é como se os cientistas simplesmente tivessem deixado um órgão passar despercebido. Como já falamos ele sempre esteve ali, e até era conhecido, mas como uma forma de tecido conectivo, uma camada espessa e compacta existente em torno dos órgãos de nosso corpo.

Eureka!

Os médicos David Carr-Locke e Petros Benias observaram as cavidades do interstício pela primeira vez em 2015, enquanto examinavam os dutos biliares de um paciente de câncer no hospital Mount Sinai Beth Israel (EUA).

Puderam enxergar tais cavidades graças a uma técnica moderna conhecida como endomicroscopia por laser confocal, na qual um tubo flexível e equipado com laser e sensores é inserido no corpo para detectar reflexos fluorescentes dos tecidos. Assim puderam observar ao vivo os espaços vazios que desaparecem sob o microscópio.

Alteração de status

Como já dissemos o interstício já era conhecido, mas até então sua classificação ficava como um simples tecido conjuntivo que colava diferentes partes do corpo humano, como os pulmões, as camadas da pele e os intestinos.

Leia Mais:Menino gênio diagnosticado com autismo tem QI maior do que de Einstein

O que a nova pesquisa propõe é classificá-lo como um órgão humano de verdade. Aliás, ele seria o maior de todos, representando 20% de nosso volume total. A pele, que possui essa primazia há décadas, responde por “apenas” 16% de nós mesmos.

Interstício e o Câncer

Os cientistas também especulam que essas propriedades úteis também podem funcionar contra nosso próprio corpo, permitindo que células cancerígenas se espalhem (metástase).

A equipe descobriu que, em pacientes com formas de cânceres malignos, as células eram capazes de deixar os tecidos de origem para viajar entre os canais do corpo, eventualmente contaminando o tecido linfático.

“Quando entram, é como se estivessem em um tobogã”, disse o patologista à New Scientist. “Temos uma nova janela sobre o mecanismo de disseminação do tumor”.

Os pesquisadores agora planejam fazer uma análise mais detalhada do fluido que atravessa o interstício, na esperança de que possam usar os resultados para ajudar a detectar mais cedo o câncer.

* Nota: As informações e sugestões contidas neste artigo têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

Informações: Jornal Ciência

Saber Viver Mais

Viva Mais! Viva Melhor!

Recent Posts

5 filmes e séries que acabaram de chegar à Netflix e você precisa ver

SÉRIES 1. A Leste do Éden No início do século 20, uma mulher independente coloca…

5 horas ago

Drama chinês chega à Netflix e conquista o público com romance no mundo corporativo

Insubstituível é um drama chinês disponível na Netflix que acompanha Xu Chi, uma jovem determinada…

5 dias ago

Nova série de drama já domina a Netflix e conquista o público

Elif Kara acredita ter construído a vida perfeita. Dona de uma empresa de eventos e…

2 semanas ago

Psicologia e Espiritualidade na “Experiência do Lar” com Ana Lídia Agel

@analidiapsi.terapia Em uma época marcada pelo imediatismo e pela desconexão digital, as casas muitas vezes…

2 semanas ago

A nova série de suspense da Netflix que está bombando com luxo, segredos e mentiras

As Amigas do Clube acompanha Karen, uma mulher que acaba de se mudar para Bergen,…

3 semanas ago

4 frases que revelam uma personalidade forte, segundo a psicologia

Você já percebeu como algumas pessoas conseguem se impor sem levantar a voz ou tentar…

3 semanas ago