Esses 7 sinais nos pés podem indicar que o fígado não vai bem; veja o que fazer, segundo cardiologista
Alterações nos pés podem parecer algo simples ou sem relação com a saúde geral, mas, em alguns casos, podem funcionar como sinais de alerta para problemas no fígado. Segundo o cardiologista André Luís Wambier, mudanças na coloração, inchaço ou aparência da pele nessa região podem refletir alterações no funcionamento do organismo como um todo.
O especialista explica que o fígado é responsável por funções vitais, como a filtragem de toxinas, o metabolismo de gorduras e a produção de proteínas importantes para a circulação sanguínea. Quando o órgão não funciona adequadamente, alguns sinais podem surgir em partes distantes do corpo — inclusive nos pés.
Veja 7 sinais que merecem atenção:
Inchaço persistente nos pés e tornozelos
Pode estar relacionado à retenção de líquidos, comum em casos de doença hepática mais avançada, quando há redução da produção de proteínas como a albumina.
Mudança na coloração da pele
Pés com tom amarelado ou arroxeado podem indicar alterações na circulação ou acúmulo de bilirrubina, substância processada pelo fígado.
Coceira intensa e sem causa aparente
A coceira pode ocorrer devido ao acúmulo de sais biliares no organismo, um sinal associado a problemas hepáticos.
Vasos aparentes ou veias dilatadas
Em alguns casos, alterações na circulação podem se refletir nos membros inferiores.
Pele ressecada ou descamando
O fígado participa do metabolismo de nutrientes essenciais à saúde da pele; falhas nesse processo podem provocar mudanças visíveis.
Sensação constante de peso ou desconforto nos pés
Pode estar associada à retenção de líquidos e à má circulação, condições que podem acompanhar disfunções hepáticas.
Feridas que demoram a cicatrizar
Segundo o cardiologista, a dificuldade de cicatrização pode indicar que o organismo não está metabolizando corretamente proteínas e vitaminas.
O médico reforça que nenhum desses sinais, isoladamente, confirma doença no fígado, mas a presença de vários sintomas ao mesmo tempo deve servir como alerta. “O diagnóstico só pode ser feito com exames clínicos, laboratoriais e de imagem”, explica Wambier.
O que fazer ao notar esses sinais?
A orientação é procurar um médico para avaliação adequada. Manter hábitos saudáveis, evitar consumo excessivo de álcool, seguir uma alimentação equilibrada e realizar exames de rotina são medidas fundamentais para proteger a saúde do fígado.
Identificar sinais precocemente pode fazer diferença no tratamento e na qualidade de vida. Por isso, alterações persistentes no corpo não devem ser ignoradas.
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