O Brasil é o primeiro país do mundo a aprovar a utilização de um medicamento moderno entre pacientes diagnosticados com mieloma múltiplo.
Mieloma Múltiplo é um tipo de câncer de medula (tecido esponjoso que preenche o centro da maioria dos ossos) que afeta as células plasmáticas, que são um tipo de glóbulos brancos.
O remédio se chama daratumumabe e pertence à farmacêutica Janssen. “Ele já era prescrito no país para pessoas com essa doença que haviam passado por outros tratamentos” introduz o hematologista Breno Moreno Gusmão, da BP – Beneficência Portuguesa de São Paulo. “Mas, agora, a droga também entra na primeira linha do arsenal terapêutico”, diferencia.
O daratumumabe, se torna uma opção logo após a descoberta do mieloma, o que amplia consideravelmente seu uso.
Isso desde que o indivíduo não possa fazer o transplante autólogo de medula, no qual os médicos colhem parte da medula óssea do próprio paciente, após uma bomba de remédios que visa controlar a enfermidade, depois fazem a reintrodução.
A técnica é usada para repovoar essa fábrica de células sanguíneas, que são imprescindíveis para a nossa sobrevivência, logo após a fase mais agressiva do tratamento padrão. “O problema é que, por envolver efeitos colaterais consideráveis, muitos pacientes não podem se submeter ao transplante”, explica Breno.
Se você considerar que, em média, as vítimas do mieloma múltiplo tem mais de 60 anos – e, por isso, tendem a apresentar a saúde um pouco fragilizada –, fica claro que uma parcela considerável poderá se beneficiar da nova aprovação da Anvisa.
Ele é aplicado diretamente na veia, a frequência varia de pessoa para pessoa, ele mira direto nas células malignas que estão circulando pelo corpo, ajudando as defesas do indivíduo a atacarem os inimigos. O nome desse tratamento é imunoterapia.
Segundo os estudos que foram usados para garantir a aprovação junto à Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o daratumumabe foi aplicado em conjunto com outros medicamentos e diminuiu em 50% o risco de progressão do mieloma múltiplo. Isso comparado ao coquetel de medicamentos que são normalmente empregado nessa situação.
“O mieloma múltiplo é como um vulcão. Ele entra em erupção, mas, com o tratamento, volta a se acalmar. Nosso objetivo é, cada vez mais, estender o período de remissão”, contextualiza Gusmão.
* Nota: As informações e sugestões contidas neste artigo têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.
Informações: Saude.abril
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