Durante anos, a Austrália foi referência mundial quando o assunto é proteção contra o sol. Em um país com uma das maiores taxas de câncer de pele do planeta, passar protetor solar é quase um ritual nacional. Mas uma revelação recente abalou essa confiança — e deixou milhões de consumidores em choque.
O que veio à tona
Uma investigação conduzida pela organização de defesa do consumidor CHOICE analisou diversos protetores solares vendidos como FPS 50 ou 50+. O resultado foi explosivo: a maioria não entregava a proteção prometida no rótulo.
Em alguns casos, o choque foi ainda maior. Um protetor amplamente divulgado como “alta proteção” apresentou, nos testes, FPS equivalente a 4 — um nível considerado insuficiente até para exposições curtas ao sol.
Por que isso virou um escândalo nacional?
Na Austrália, protetores solares não são cosméticos comuns. Eles são regulados como medicamentos pela Therapeutic Goods Administration, o que pressupõe testes rigorosos e padrões elevados.
Ou seja: se até lá algo falhou, o alerta é global.
A revelação levantou uma pergunta assustadora:
Quantas pessoas acreditaram estar protegidas enquanto, na prática, estavam expostas ao risco de queimaduras e câncer de pele?
Testes questionados e produtos retirados
Após a divulgação, algumas marcas anunciaram retirada voluntária de produtos, revisões de testes e pedidos públicos de desculpas. Laboratórios responsáveis pelas medições de FPS passaram a ser questionados, e o sistema de certificação entrou no centro do debate.
Especialistas afirmam que pequenas variações são normais, mas diferenças tão grandes indicam falhas graves, seja na formulação, no teste ou na comunicação ao consumidor.
A segunda polêmica: o “protetor amigo dos corais”
Como se não bastasse, outra frente do escândalo ganhou força: o greenwashing.
Marcas populares foram acusadas de divulgar seus produtos como “seguros para os recifes” enquanto continham ingredientes potencialmente prejudiciais ao meio ambiente marinho. O caso chamou a atenção da ACCC, órgão que combate propaganda enganosa.
Afinal, devemos parar de usar protetor solar?
A resposta dos dermatologistas é clara: não.
Mesmo com a polêmica, o protetor solar continua sendo uma das principais barreiras contra os danos do sol. O problema não é o hábito — é a confiança cega em rótulos sem fiscalização eficaz.
O que esse caso ensina ao mundo?
O escândalo australiano deixa três lições importantes:
1. Rótulo não é garantia absoluta
2. Fiscalização precisa acompanhar a promessa
3. Consumidores precisam de mais transparência
Em tempos de marketing agressivo e slogans verdes, a ciência precisa falar mais alto do que a propaganda.
Conclusão
A crise dos protetores solares na Austrália não é apenas sobre FPS. É sobre confiança, saúde pública e verdade científica. Um produto criado para proteger virou motivo de medo — e obrigou um país inteiro a repensar como se protege do próprio sol.
Moral da história: quando até o protetor solar entra em crise, fica claro que informação — e não apenas embalagem bonita — é a melhor proteção.
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