A inteligência artificial cresce em ritmo tão acelerado que começa a esbarrar em um limite inesperado: a capacidade do planeta de mantê-la funcionando. O debate, que antes girava em torno de algoritmos e inovação, agora passa por algo bem mais básico — energia.
Para Elon Musk, esse fator pode determinar não apenas o futuro da tecnologia, mas também onde ela irá existir. Segundo o empresário, a demanda energética necessária para sustentar modelos cada vez mais avançados está crescendo mais rápido do que a infraestrutura elétrica global consegue acompanhar.
Em uma recente participação em podcast, Musk afirmou que o prazo para encontrar uma solução é curto. Na visão dele, dentro de poucos anos, operar grandes sistemas de inteligência artificial na Terra deixará de ser economicamente viável.
O problema, segundo Musk, está na escala. Centros de dados exigem milhares de máquinas funcionando de forma contínua, além de sistemas complexos de refrigeração. Isso pressiona as redes elétricas, encarece componentes de hardware e amplia o impacto ambiental, especialmente pelo uso intensivo de água e energia.
Mesmo países com grande capacidade de geração enfrentam dificuldades para expandir rapidamente sua produção elétrica. Musk destacou que aumentar significativamente a oferta de energia envolve obstáculos técnicos, custos elevados e entraves políticos, o que torna o processo lento demais para acompanhar a evolução da IA.
Diante desse cenário, o bilionário sugere uma alternativa radical: levar a infraestrutura para fora do planeta. No espaço, sistemas de inteligência artificial poderiam operar com energia solar contínua, sem interrupções noturnas ou dependência de baterias de grande porte.
Segundo ele, a queda no preço dos painéis solares torna essa possibilidade menos absurda do que parece. Com exposição constante ao Sol, estruturas orbitais poderiam alimentar grandes volumes de processamento com menor complexidade do que as instalações terrestres atuais.
Musk chegou a afirmar que, no futuro, a maior parte da capacidade global de inteligência artificial pode estar fora da Terra. Nesse cenário, a discussão deixaria de ser sobre redes elétricas nacionais e passaria a envolver a quantidade de energia solar que a humanidade consegue captar no espaço.
Enquanto isso, a inteligência artificial segue cercada de controvérsias, desde críticas sobre o uso de conteúdo humano para treinamento até questionamentos sobre seu impacto ambiental. Ainda assim, o fluxo de investimentos permanece intenso, indicando que, apesar dos alertas, o avanço da tecnologia continua sendo tratado como inevitável.
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