Imagine descobrir que existe uma mutação genética raríssima que faz algumas pessoas se tornarem quase imunes a vírus como gripe, sarampo, varicela e até caxumba. O corpo delas vive em um estado de inflamação leve e constante, o suficiente para criar um ambiente onde os vírus simplesmente não conseguem se multiplicar.
Agora pense: e se a ciência conseguisse reproduzir esse efeito em qualquer pessoa?
Foi exatamente isso que um grupo de pesquisadores liderados pelo imunologista Dusan Bogunovic conseguiu fazer. Eles criaram uma terapia experimental de ARNm que, em vez de atacar apenas um vírus, funciona como um escudo temporário contra vários ao mesmo tempo.
O segredo está nas nanopartículas lipídicas, semelhantes às usadas nas vacinas contra a COVID-19. Mas, em vez de carregar um único código genético, essa nova fórmula leva dez diferentes instruções de ARNm, Juntas, elas ativam proteínas capazes de induzir uma resposta antiviral imediata, que dura alguns dias e protege o corpo de ameaças como a gripe e até o SARS-CoV-2.
Os testes em ratos e hamsters já mostraram resultados promissores. Se funcionar em humanos, a técnica pode se tornar a arma secreta para momentos críticos: proteger médicos na linha de frente, idosos e familiares de infectados, até que uma vacina específica seja criada.
Publicada na cience Translational Medicine, essa descoberta pode ser o primeiro passo para aquilo que parecia ficção científica: um antiviral universal, capaz de mudar para sempre a forma como enfrentamos pandemias.
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