O papa Francisco falou com um menino que está de luto pela morte de seu cachorro, dizendo para ele não se preocupar porque os animais podem ir ao céu. Suas palavras exatas foram: “Um dia, veremos nossos animais novamente na eternidade de Cristo.”, e “O paraíso está aberto a todas as criaturas de Deus.”

A declaração virou notícia na mídia italiana e despertou um debate que acompanha toda a história da Igreja. Muitos estão confusos, pois existe uma posição teológica de longa data de que os animais não têm almas, o que significa que eles, simplesmente, param de existir, após suas mortes.

“Se o Papa quis dizer que todos os animais vão para o céu, então a implicação é que os animais tenham uma alma.”, disse Christine Gutleben, diretora da Humane Society of the United States. “Se isso for verdade, então devemos considerar seriamente como os tratamos. Devemos admitir que eles são seres conscientes, e significam algo para Deus.”, acrescentou.

Leia também: Cientistas dizem ter identificado genes que podem causar depressão

Organizações que lutam pelos direitos dos animais, como Humane Society e People for the Ethic Treatment of Animals (PETA), receberam positivamente a fala do papa, que além de afirmar que os animais vão para o céu, também completou que eles são bem tratados lá.

Por outro lado, os estudiosos da teologia católica conservadora não interpretaram a afirmação da mesma forma e repudiaram. Para eles, os animais não podem ir para o céu porque não têm alma.

Apesar de não ter ficado claro o que realmente o papa Francisco pretendia com a afirmação, um debate sobre o tema voltou a crescer pelo mundo, causando mais insatisfação na ala conversadora da Igreja que já vêm demonstrando incômodo com os posicionamentos do líder católico.

Substituto de Bento 16, o papa argentino já se posicionou a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo e também fez declarações apoiando os defensores da teoria do Big Bang.

* Nota: As informações e sugestões contidas neste artigo têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

Informações: Folha Uol

COMPARTILHAR

RECOMENDAMOS




COMENTÁRIOS